Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

BNDES devolverá R$ 48 bilhões ao Tesouro Nacional ainda em maio, anuncia Levy

Levy disse ainda que deve ser iniciada a privatização do setor de saneamento, depois do executivo ter sido cobrado na última semana pelo ministro da Economia, Paulo Guedes

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2019 | 12h22

RIO - O presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, confirmou nesta terça-feira, 14, o pagamento ainda em maio de R$ 30 bilhões ao Tesouro Nacional, parte de um empréstimo tomado pelo banco entre 2008 e 2014.  

Segundo Levy, nos primeiros cinco meses de 2019, o banco deverá enviar ao governo R$ 48 bilhões. Do total enviado, R$ 8 bilhões serão na forma de tributos e R$ 1,6 bilhão em dividendos, correspondente a 25% do lucro, o mínimo legal previsto.

Levy chamou a atenção para prática usual em anos anteriores no banco, quando 100% do lucro era distribuído, o que foi interrompido em 2015. "Estamos mandando R$ 48 bilhões para Brasília para ajudar a economia brasileira", afirmou Levy.

Aprovada pela diretoria do banco de fomento, a decisão atende aos pedidos do Ministério da Economia, que quer acelerar as devoluções da dívida do BNDES com a União, como forma de reduzir a dívida pública bruta.

Dados das demonstrações financeiras do BNDES sugerem que a instituição terá caixa suficiente para devolver R$ 126 bilhões ao Tesouro neste ano.

Saneamento

Levy estima que ainda este ano poderá ser iniciada a privatização do setor de saneamento, depois do executivo ter sido cobrado na última semana pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para que o "S" de BNDES se transformasse em soluções para o setor menos desenvolvido do País.

"Trinta a quarenta por cento do País não tem esgoto, queremos que o setor seja aberto para a iniciativa privada, com a entrada de novos agentes, novas tecnologias", disse Levy em coletiva para comentar o lucro de R$ 11,1 bilhões no primeiro trimestre. 

Levy disse que o setor privado tem demonstrado muito interesse em futuros negócios dessa área e que já vem conversando com governadores e prefeitos para acelerar acordos que viabilizem a privatização das empresas públicas de saneamento.

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