BNDES diz que tem R$ 28 bilhões para emprestar

O vice-presidente do BNDES, Darc Antonio da Luz Costa, disse hoje que apesar do orçamento do BNDES ser de R$ 34 bilhões este ano, a demanda para o período é de cerca de R$ 43 bilhões e a oferta firme de recursos é de R$ 28 bilhões. "Estamos tentando adequar os recursos ao orçamento", disse.Ele afirmou que houve uma queda grande nas consultas do banco "o que é natural em todo o início de governo". Contribuiu para isso, segundo Costa, a economia no fim do mandato de Fernando Henrique Cardoso, que estava desaquecida. Agora, disse, o banco está "sentindo um aquecimento de novo nas consultas".Ele negou que a economia já esteja aquecida. "Estamos trabalhando com cenário da economia que vai se aquecendo, mas com a perspectiva de guerra é difícil para nós e também para os países centrais fazer previsões. Mas nós temos um projeto, voltamos a acreditar no desenvolvimento", disse.Prazo menorO BNDES espera reduzir pela metade o tempo entre receber um pedido de financiamento e aprová-lo, disse Costa. Este período deve passar de entre 12 e 14 meses no ano passado para de 6 a 7 meses, porque foi eliminada a necessidade de reanálise de cada processo, o que faz parte do projeto de reestruturação que foi aprovado no último dia 17 pelo Conselho de Administração.Segundo Costa, a reestruturação começa a ser feita depois do carnaval. Na prática, porém, desde que Lessa assumiu o cargo o novo projeto já começou a ser executado, com a redução de 109 cargos de chefia para 90, o que, segundo ele, se refletirá em uma economia entre 10% e 20% na folha de pagamentos do banco, que passou de 25 a 11 superintendentes e de 84 a 79 cargos equivalentes a chefes de departamento.CaptaçãoO vice-presidente do banco anunciou que fez um acordo para captar US$ 300 milhões no Banco do Japão para Cooperação Internacional (JBIC). O contrato será assinado até a primeira quinzena de abril. O prazo de pagamento é de dez anos e os juros são libor semestral (taxa cobrada entre os bancos ingleses) mais 1,625% ao ano.O superintendente da área financeira do BNDES, José Roberto Fiorêncio, informou que o custo total é inferior a 3% ao ano. ele disse que os recursos serão em dólares dos Estados Unidos e não em ienes e é a primeira captação do BNDES sem o uso das garantias da União.Os recursos entrarão no Brasil ao longo deste ano e serão usados para projetos de empresas exportadoras. Fiorêncio disse que este ano devem entrar mais cerca de US$ 400 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para apoio a micro e pequenas empresas por financiamento contratado no ano passado.

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