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BNDES e CEF dizem estar preparados para pacote

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Luciano Coutinho, disse hoje, após o lançamento do programa "Minha Casa, Minha Vida", que se for necessário a instituição poderá colocar mais recursos no programa habitacional, além do R$ 1 bilhão anunciado hoje, para financiar a cadeia produtiva. "Temos R$ 1 bilhão para começar. E se necessário for, colocaremos mais recursos para que o programa tenha viabilidade e sustentação", disse Coutinho.

GERUSA MARQUES, ISABEL SOBRAL E RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

25 de março de 2009 | 14h35

Durante o discurso de lançamento do programa,o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou o empenho de todas as partes envolvidas para que o programa dê certo. "O BNDES está preparado", afirmou Coutinho. Segundo ele, a instituição vai financiar projetos de melhoria da certificação de materiais de construção, para ampliar a qualidade desses produtos. Também haverá financiamento para industrialização de produtos destinados à construção, como paredes prontas. "Esses elementos industrializados aumentam a produtividade e reduzem índices de perdas e desperdícios", afirmou.

O presidente do BNDES disse também que é importante produzir aquecedores solares em grande escala para que seja possível cumprir as metas de redução de consumo de energia previstas no programa habitacional.

Coutinho acrescentou que o programa foi pensado como projeto de longo prazo e que foram tomadas várias medidas para reduzir os entraves daqui para frente. Citou como exemplo a medida provisória que permite uma regularização rápida da titularidade dos imóveis. Coutinho mencionou também as regras para facilitar o licenciamento ambiental das áreas onde as casas serão construídas. "Todas essas medidas são estruturais", disse Coutinho.

Caixa

O vice-presidente da Caixa Econômica Federal, responsável pela área de habitação, Jorge Hereda, informou, em entrevista coletiva à imprensa, que o valor médio da habitação que poderá ser adquirida pelas famílias com faixa de renda de zero a três salários mínimos será de R$ 40 mil, para apartamentos de até 42 metros quadrados. Nas faixas salariais de seis a 10 mínimos, a moradia terá um valor médio de R$ 60 mil. Hereda não especificou a área nessa faixa de renda.

De acordo com ele, na faixa em que a União aportará todos os subsídios (de até três mínimos), a escolha dos beneficiados será feita pelo agente operador, que é a Caixa Econômica, em parceria com as prefeituras, Estados e movimentos sociais da área de habitação. "Na faixa acima disso e até 10 mínimos estarão disponíveis financiamentos que terão graduação e subsídios", afirmou.

A presidente da Caixa, Maria Fernanda Coelho, disse que a instituição está preparada para atender o aumento da demanda que virá com o programa. Ela destacou, no entanto, que, se for preciso, o banco vai contratar novos funcionários. Ela lembrou que a Caixa fez um concurso no ano passado, que ainda está válido e, se houver necessidade, poderá chamar os aprovados.

Segundo a presidente da Caixa, até o dia 13 de abril, data de início do programa, todas as normas e técnicas para a operacionalização do plano já estarão prontas. "Fizemos um planejamento muito forte para o programa", disse.

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