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BNDES: economia global não terá grande desaceleração

A economia mundial não vai se desacelerar significativamente, de acordo com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. Ele destacou "a pujança do ciclo econômico na Ásia", que considera "absolutamente extraordinária". "A China não desacelera nem em 2007, nem em 2008 e dificilmente em 2009", afirmou Coutinho em palestra na Associação e Sindicato de Bancos do Estado do Rio de Janeiro (Aberj/Sberj). Ele frisou que a tensão financeira internacional se origina nos Estados Unidos com financiamentos imobiliários de risco elevado de inadimplência dos EUA ("subprime")."Pela primeira vez, a periferia vai sustentar o crescimento do centro da economia mundial, e a economia brasileira é uma das melhores posicionadas para ajudar", afirmou. Coutinho considera que as condições econômicas do Brasil atualmente "são extraordinariamente favoráveis para um período de crescimento rápido sustentável", observou. Coutinho considera que houve "conivência ou incompetência" das agências de classificação de risco em relação aos créditos imobiliários nos Estados Unidos. "A grande dificuldade no momento é precificar o tamanho (da crise)", enfatizou.Segundo o economista, o problema "é manejável", mas se levará algum tempo até se medir as conseqüências. As conseqüências no Brasil serão pequenas, na sua avaliação. Segundo ele, a exposição de bancos brasileiros em relação a isso no comércio internacional "é mínima e zero nas operações internas". De acordo com ele, "o sistema bancário brasileiro é invulnerável a esses problemas".

ADRIANA CHIARINI, Agencia Estado

13 de setembro de 2007 | 16h10

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