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BNDES em Londres terá empresa de participações

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai adotar o mesmo modelo do seu braço de participações no Brasil, a BNDESpar, para a subsidiária que acabou de abrir em Londres. Denominada BNDES Limited, a base do banco na capital britânica será uma empresa de participações no exterior e não apenas um escritório de representação, como é o de Montevidéu, no Uruguai. Poderá ajudar no processo de internacionalização de companhias brasileiras e também estuda a possibilidade de emitir títulos no exterior.

ALEXANDRE RODRIGUES, Agencia Estado

17 de novembro de 2009 | 17h47

"O que abrimos aqui é uma empresa de participações, que pode adquirir participações societárias fora do Brasil. Com isso, ampliamos o leque de produtos para operações de internacionalização de empresas brasileiras", disse Jaime Gornsztejn, executivo responsável pelo escritório do BNDES em Londres, em entrevista à Agência Estado por telefone. Hoje, a BNDESpar anunciou a oferta de R$ 1 bilhão em debêntures simples, com opção de ampliação até R$ 1,35 bilhão.

Segundo Gornsztejn, a subsidiária também poderá emitir títulos no exterior, já que uma das missões do BNDES Limited será buscar recursos para o banco. "O BNDES, de tempos em tempos, acessa o mercado internacional de capitais. Não tem feito em volume significativo, mas isso pode mudar", disse Gornsztejn, que voltou ao BNDES depois de um ano licenciado trabalhando no mercado financeiro londrino. Ele ressalta que as emissões na bolsa londrina são um dos temas estudados por consultorias externas contratadas pelo banco para mapear oportunidades na Europa e direcionar a operação da subsidiária. O escopo da BNDES Limited poderá alcançar ainda outros mercados, como o do Oriente Médio.

Entre os alvos das sondagens, estão oportunidades de fusões de empresas brasileiras com estrangeiras, cujas companhias resultantes a subsidiária poderia ajudar a viabilizar como sócia, e de aquisições, que poderiam ser financiadas pelo banco por meio de seu braço britânico. "Estamos atentos a setores específicos em vários países", disse o executivo, que não quis detalhar setores potenciais ou companhias brasileiras que podem ser beneficiadas. "Ainda estamos estudando, tendo como referência a Política de Desenvolvimento Produtivo do governo."

O escritório britânico também servirá para informar investidores estrangeiros sobre o Brasil, aproveitando a atração crescente do País no exterior. "Londres é uma das principais praças do mundo, os principais players estão aqui", diz Gornsztejn, que já tem sido procurado por companhias, especialmente de inovação tecnológica, interessadas em oportunidades no Brasil.

O BNDES também quis se fixar em Londres para ganhar experiência no mercado de capitais britânico e se credenciar como administrador no exterior dos recursos do Fundo Soberano do Brasil (FSB), que o governo cogita como alternativa à aplicação das reservas cambiais brasileiras. Ao anunciar a ideia no ano passado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o fundo teria como principal objetivo apoiar a internacionalização de empresas brasileiras, além de ajudar a enxugar o excesso de dólares na economia, o que desvaloriza o câmbio.

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