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BNDES empresta mais R$ 650 mi para fábrica da Fiat

Montante custeará investimentos na fábrica da montadora em Betim (MG); plano da Fiat soma R$ 15 bilhões no ciclo de 2013 a 2016

VINICIUS NEDER , O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2015 | 02h04

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) contratou no fim do ano passado mais um empréstimo, de R$ 649,9 milhões, para financiar o plano de investimentos da Fiat no Brasil, que soma R$ 15 bilhões no ciclo de 2013 a 2016. O montante, anunciado nesta segunda-feira, 5, pelo banco de fomento, custeará investimentos na fábrica de Betim (MG). A unidade está recebendo R$ 7 bilhões em investimentos de 2011 a 2016, para modernização e desenvolvimento de novos produtos, informou ontem a Fiat.

O projeto que receberá os recursos aprovados prevê o desenvolvimento de novos motores e da nova geração do modelo Bravo, além da adequação de linhas de produção. Por sua assessoria de imprensa, a Fiat informou que os investimentos são "predominantemente voltados para enquadrar a empresa nos padrões de eficiência energética previstos pelo Inovar Auto".

O Inovar Auto cobra conteúdo local e metas de eficiência das empresas instaladas no País. As empresas que não aderem às metas pagam mais impostos. Para atender às exigências, as montadoras precisam produzir motores que gastem menos combustível e poluam menos.

Segundo Haroldo Prates, chefe do Departamento da Indústria Metalomecânica e de Mobilidade do BNDES, projetos de investimento como esse da Fiat deverão ser o padrão neste ano. "Nos últimos anos, o setor automotivo fez uma expansão importante no País, com a entrada de novas empresas", disse Prates.

O ano passado foi marcado por queda na produção, nas vendas internas e nas exportações de automóveis, mas Prates destacou o fato de o mercado nacional continuar como quinto maior do mundo.

Para 2015, não há previsão de aquecimento na demanda, sobretudo com a retomada das antigas alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). As taxas ficaram reduzidas de maio de 2012 até o último dia de 2014 e sua recomposição poderá elevar os preços em cerca de 4,5%. Por isso, os projetos que chegarem ao BNDES neste ano deverão focar mais em modernização, segundo Prates.

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