BNDES empresta, mas não decide

Nos próximos dias, executivos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terão uma reunião com a Embraer "para avaliar de maneira mais precisa os acontecimentos" que acarretaram a demissão de 4.200 funcionários da empresa, informou a assessoria de imprensa do banco que ressaltou, porém, que as decisões tomadas pela empresa "não necessitam ser comunicadas com antecedência", já que o BNDES não participa da gestão da Embraer. O banco detém 5,2% do capital da Embraer e desde 1997 até o ano passado desembolsou US$ 8,39 bilhões em financiamentos às exportações da empresa. Apesar disso, o BNDES não tem um instrumento jurídico que lhe permita interferir na decisão da companhia de demitir.O pico de desembolsos do BNDES para a Embraer foi em 2002, quando somaram cerca de US$ 1,796 bilhão. Na época, era a empresa brasileira com maior participação nos financiamentos ao comércio exterior do banco.A partir daí, houve um decréscimo nas liberações anuais, à medida que a empresa tinha mais facilidade de financiamento no exterior, com taxas mais baixas.

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