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BNDES esclarece que TGV quer financiamento para investimentos

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Demian Fiocca, esclareceu nesta terça-feira que os representantes do Trabalhadores do Grupo Varig (TGV), que estiveram reunidos no mesmo dia com técnicos do banco, não solicitaram recursos para compra da companhia aérea, mas sim para novos investimentos.Fiocca disse que o BNDES estudará a proposta, levando em conta sua sustentabilidade financeira. Indagado sobre qual será o prazo para a análise, respondeu que a disposição do banco é fazer a avaliação rapidamente e exemplificou que, no caso da compra da VarigLog, no final de 2005, a aprovação da operação pelo banco ocorreu em duas semanas. Porém, ele ponderou que, no caso da operação da VarigLog, havia a fiança da TAP, o que facilitou a análise do risco de crédito.Fiocca explicou que a informação que obteve dos técnicos do banco que participaram da reunião com o TGV é que os compradores da Varig não adiantaram quaisquer volumes financeiros a serem solicitados ao banco até o momento. O presidente do BNDES afirmou desconhecer a solicitação de US$ 150 milhões para capital de giro, conforme declarado por um dos coordenadores do TGV, Marcio Marsillac, à imprensa.Fiocca comentou ainda que os representantes do TGV garantiram que contam com investidores para a compra da Varig, mas não quis informar se os nomes desses investidores foram ou não revelados ao BNDES. Sinal O esperado era que o grupo recorresse ao banco para conseguir o financiamento de US$ 75 milhões, que devem ser pagos até a próxima sexta-feira como sinal pelo arremate da companhia aérea no leilão, realizado no último dia 8. O total ofertado pela compra da Varig - US$ 449 milhões - foi menos da metade do que o estipulado como valor mínimo para lances na primeira rodada do leilão. Porém, como não apareceram interessados, na segunda rodada de negociações não havia limite mínimo.A venda foi homologada ontem, pelo juiz da 8ª Vara empresarial do Rio de Janeiro, Luiz Roberto Ayoub. O presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), Celso Klafke, afirmou nesta terça-feira que a aprovação ocorreu "por falta de alternativa". Segundo ele, o juiz esperou até o último momento o ingresso de um outro investidor, como a TAP, mas isso não ocorreu.

Agencia Estado,

20 de junho de 2006 | 18h04

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