Fabio Motta|Estadão
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BNDES estuda ampliar linha para capital de giro

Objetivo é elevar demanda das empresas com faturamento entre R$ 90 milhões e R$ 300 milhões ao ano

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

23 Junho 2017 | 05h01

RIO - No contexto das medidas para ampliar o crédito e ajudar na recuperação da economia, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá melhorar, ainda este mês, as condições para o Progeren, a linha de crédito para capital de giro, que recebeu R$ 13 bilhões a mais no início do ano. O objetivo é impulsionar a demanda das empresas com faturamento entre R$ 90 milhões e R$ 300 milhões ao ano.

A medida faz parte do conjunto de iniciativas para ampliar o crédito às empresas menores, que já vinha sendo tocado pela ex-presidente Maria Silvia Bastos Marques, e tende a ganhar velocidade com Paulo Rabello de Castro no comando do banco. Na segunda-feira, o BNDES lançará, em São Paulo, um sistema na internet para facilitar a interação com clientes de menor porte e agentes financeiros repassadores, outra iniciativa da gestão de Maria Silvia.

Segundo o superintendente de Operações Indiretas do BNDES, Marcelo Porteiro, o banco analisará internamente a possibilidade de estender as melhores condições do Progeren, que hoje valem para empresas com faturamento até R$ 90 milhões por ano, para clientes que faturem até R$ 300 milhões ao ano.

O superintendente vê grande probabilidade de a medida ser adotada. “Nesse momento de crise, tem uma sensibilidade geral das áreas do banco”, disse Porteiro.

Em setembro do ano passado, o Progeren já teve as condições melhoradas. Até então, somente empresas com faturamento até R$ 3,6 milhões anuais podiam pegar o empréstimo com custo na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP, hoje em 7,0% ao ano), fora spreads do BNDES e do agente repassador. Firmas maiores que isso pagavam 75% da Selic (a taxa básica de juros, hoje em 10,25% ao ano), além dos spreads.

Em abril, o banco já havia reduzido uma exigência, nas contratações diretas do Progeren, que era considerada uma barreira por entidades de representação do empresariado. Para contratar com o BNDES, o cliente precisava ter indicador de alavancagem (dívida em relação à geração de caixa anual) menor que 4 vezes. O BNDES elevou essa exigência para 6 vezes.

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