BNDES estuda emitir títulos no mercado

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Demian Fiocca, disse nesta terça-feira que a instituição discute a emissão de debêntures (título de renda fixa emitido para tomar empréstimo no mercado), mas que no momento não pode comentar. Fiocca afirmou acreditar que ainda não tenha sido feito o pedido de registro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ele afirmou, em entrevista coletiva concedida no seminário "Pobreza e Desenvolvimento no Contexto da Globalização", que a instituição continuará estimulando as empresas a irem ao Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). De acordo com Fiocca, o BNDES quer incentivar as empresas a melhorar a transparência e a governança. Ele afirmou ser positiva a "profissionalização crescente das empresas". O banco continuará estimulando empresas a abrirem seu capital.Gasto social x custeio da máquina Fiocca ainda divulgou um texto intitulado "Desmitificando o debate fiscal - o equívoco de confundir gasto social com custeio da máquina" no boletim Visão de Desenvolvimento. Ele explicou que a divulgação é uma resposta às críticas sobre o aumento de gastos correntes no governo. "Há uma confusão entre gastos correntes e gastos finalísticos, como o Bolsa Família e a Previdência. Queremos separar na expansão de gastos correntes o que é finalístico e o que é custeio da máquina", afirmou.Segundo o texto, os gastos finalísticos foram os que mais cresceram, aumentando de 9,26% do Produto Interno Bruto (PIB), no período de 2000 a 2002, para 10,48% do PIB entre 2003 e 2005. Já os gastos com o custo da máquina do governo passaram de 5,60% do PIB na média de 2000 a 2002 para 5,22% no período de 2003 a 2005. O texto repete dados de um estudo divulgado por Fiocca no início de junho, segundo o qual a metade mais pobre da população está aumentando sua participação na renda total e pode chegar ao fim deste ano com 15,1% da renda total ante 13,2% no final de 2002. O presidente do BNDES afirmou que políticas sociais de transferência de renda como o Bolsa Família e a Previdência ajudam a combater a desigualdade social e estimulam a economia em regiões pobres. O final do texto também ressalta que "deve-se evitar que, em nome de combate aos ´gastos da máquina pública´ sejam reduzidas políticas sociais finalísticas que se mostraram eficazes na redução das desigualdades". Fiocca participa do seminário "Pobreza e Desenvolvimento no Contexto da Globalização".

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