BNDES estuda incentivo à cadeira petrolífera, afirma Gabrielli

Banco elabora programa para 'reduzir as assimetrias' da indústria fornecedora em relação às estrangeiras

LEONARDO GOY, Agencia Estado

29 de setembro de 2009 | 13h23

O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, disse nesta terça-feira, 29, que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está trabalhando na elaboração de um programa de incentivo à indústria fornecedora da cadeia petrolífera para "reduzir as assimetrias" em relação a concorrentes internacionais.

 

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Segundo ele, entre essas assimetrias estão os juros e estrutura tributária "que sem dúvida são maiores no Brasil" além de problemas burocráticas, como a demora para a liberação de equipamentos nos portos e de licenciamento ambiental. "É necessário uma programação mais sistêmica para os fornecedores nacionais. Acho que o BNDES está articulando um programa de apoio a essa cadeia de fornecedores", disse Gabrielli, que participou de reunião da diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para discutir o pré-sal.

 

Gabrielli, porém, não disse quando será anunciado esse plano, se antes ou depois da aprovação, pelo Congresso, dos projetos de lei que estabelecem o marco regulatório para a produção do pré-sal. Gabrielli disse que em uma conta "grosseira" a cadeia de fornecedores de equipamentos geralmente precisa investir quatro vezes mais do que a empresa compradora que encabeça a cadeia. Assim, disse ele, como a Petrobras planeja investir US$ 100 bilhões até 2013, incluindo pré-sal e fora dele, no Brasil isso significa que os fornecedores teriam de investir US$ 400 bilhões nesse mesmo período. "Isso é um número teórico, é uma conta grosseira", ressaltou Gabrielli.

Segundo ele, quando a Petrobras fala que quer aumentar a nacionalização dos componentes, vai além da montagem dos equipamentos no Brasil. Gabrielli ressaltou que a empresa já havia anunciado que quer comprar no mercado brasileiro 28 sondas entre 2013 e 2018. Mas, observou, além de querer comprar equipamentos fabricados no Brasil, a empresa quer definir metas crescentes de conteúdo nacional nos componentes e subsistemas das sondas. O mesmo raciocínio vale para os navios, afirmou Gabrielli. Segundo ele, hoje, os navios mais sofisticados são projetados fora do Brasil mas construídos aqui. A ideia, afirmou é também projetar essas embarcações no Brasil.

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