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BNDES faz desembolso recorde em 7 meses

Banco emprestou R$ 75,1 bi, 65% a mais que no mesmo período de 2008

Irany Tereza, RIO, O Estadao de S.Paulo

17 de agosto de 2009 | 00h00

Maior agente financiador do País, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), liberou, somente no mês de julho, R$ 33,2 bilhões. Quase dois terços desse montante foi alocado em projetos industriais (R$ 21,7 bilhões). O incremento elevou os desembolsos do banco nos primeiros sete meses do ano para R$ 75,1 bilhões, um resultado recorde, 65% superior ao do mesmo período do ano passado."Depois dos resultados ruins do primeiro trimestre do ano, verificamos que a decisão de investimento na indústria mudou. As empresas, que estavam em compasso de espera, voltaram a procurar o banco. Já vínhamos notando isso desde abril, mas em julho o saldo foi muito bom", afirmou o chefe do Departamento de Orçamento do BNDES, Gabriel Visconti.A indústria foi responsável por 53% do volume de recursos liberados de janeiro a julho e ultrapassou o setor de infraestrutura, com o qual vinha dividindo, quase meio a meio, a hegemonia na destinação da verba do BNDES. No período, foram desembolsados R$ 39 bilhões para o setor industrial (112% a mais do que em 2008), enquanto a infraestrutura respondeu por R$ 25 bilhões.O banco - que inaugurou ontem um novo procedimento, de divulgação de resultados também durante os fins de semana - já trabalha com a possibilidade de encerrar 2009 com um nível de financiamentos superior a R$ 120 bilhões. Foram aprovados nos primeiros sete meses do ano projetos que totalizaram R$ 87 bilhões e nos últimos 12 meses, as liberações chegam a R$ 122 bilhões.Ele ressalta que as consultas para novos financiamentos somaram R$ 136 bilhões em sete meses, um aumento de 34% em relação aos mesmo período de 2008."O resultado reforça o papel anticíclico do banco no mercado doméstico, como financiador de recursos de longo prazo", diz o executivo. Em julho, foram aprovados em torno de R$ 10 bilhões para novos investimentos. O crescimento nos financiamentos para a indústria se deveu, em grande parte, aos setores de papel e celulose, química e petroquímica e metalurgia.Nos 12 meses encerrados em julho, as consultas por novos projetos - a primeira etapa no processo de obtenção de financiamento no BNDES - somaram R$ 210 bilhões, e os enquadramentos - o segundo passo, quando o projeto recebe o aval técnico para começar a ser analisado - ficaram em R$ 189 bilhões. O retorno da procura pelos financiamentos do banco confirma uma tendência de retomada gradual dos investimentos empresariais no País.

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