BNDES gastou menos que o esperado, diz Mantega

O desempenho dos desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nos primeiros cincos meses desse ano foi "aquém do esperado" pela instituição, segundo informou o presidente do banco, Guido Mantega. Os desembolsos do banco tiveram alta de 7% de janeiro a maio desse ano, ante igual período do ano passado. "Nossa meta era algo mais próximo a um crescimento em torno de 20%", disse. Ao justificar o desempenho, Mantega observou que o resultado poderia ter sido melhor não fossem os desempenhos de dois setores, basicamente: agropecuária e energia elétrica. Enquanto o primeiro recebeu desembolsos de R$ 1,750 bilhão nos primeiros cinco meses desse ano, cifra 30% menor do que o registrado em igual período no ano passado, o segundo teve desembolsos de R$ 1,367 bilhão de janeiro a maio de 2005, montante 40% abaixo do registrado em igual período do ano passado. Além disso, o segmento de agroindústria, que se encontra dentro do setor industrial no detalhamento dos desembolsos do BNDES, registrou queda de 33% nos desembolsos referentes ao primeiros cincos meses desse ano, ante igual período no ano passado, atingindo R$ 658 milhões. Mantega lembrou que o setor agrícola, de uma maneira geral, foi muito prejudicado nos primeiros meses do ano por intensos problemas climáticos, o que contribuiu para reduzir os desembolsos destinados à área. Além disso, houve uma queda na demanda do Moderfrota, programa que financia recursos para a compra de máquinas e equipamentos agrícolas, o que, na avaliação de Mantega, foi uma evolução natural para o setor. "Houve uma renovação muito grande de frota no setor agrícola, no ano passado. Há uma saturação de máquinas e equipamentos para o setor. Afinal, não se renova a frota a cada seis meses", disse.

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