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BNDES libera menos recursos para alimentos e bebidas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 524 milhões em empréstimos para os fabricantes de alimentos e bebidas no primeiro quadrimestre de 2002, volume 9% inferior ao desembolsado no mesmo intervalo do ano passado.Apesar disso, o setor se mantém firme no ranking e continua a ocupar o 2º lugar entre aqueles que mais solicitaram crédito ao banco, perdendo apenas para a área de transportes, que tomou emprestado do BNDES R$ 1,234 bilhão até abril. A indústria global, de acordo com o levantamento do BNDES, tomou empréstimos de R$ 3,3 bilhões no quadrimestre, dos quais 16% foram direcionados à indústria de alimentos e bebidas. Já o volume total desembolsado pelo banco entre os meses de janeiro a abril de 2002 somou um montante de R$ 8 bilhões, dos quais 7% foram deslocados para alimentos e bebidas.Em 2001, o segmento de alimentos e bebidas bateu recorde histórico em empréstimos ao tomar do banco uma cifra de R$ 2,233 bilhões, 67,8% superior ao R$ 1,331 bilhão do ano anterior. Para a consultora de alimentos Amaryllis Romano, da Tendência & Consultoria, 2002 não deve repetir esse boom de crescimento, mesmo porque, o avanço agora se dá em relação a um índice de comparação elevado.Ela ressaltou, no entanto, que o volume de empréstimos deve manter-se num ritmo acelerado, até porque é prioridade do governo sustentar as exportações em níveis elevados, e isto requer investimentos por parte dos produtores. O diretor de exportação da Abia, Moacyr Saraiva Fernandes, também concorda em que as vendas externas devem manter trajetória de crescimento. Em 2000, segundo ele, os 21 setores exportadores ligados à Agência Promocional de Exportações (Apex) acumularam receita de US$ 1,4 bilhão com exportações - com exceção para a carne bovina.No ano seguinte, o resultado saltou para US$ 1,6 bilhão, e para 2002, a perspectiva é de crescimento de 15%. "Para manter o alto padrão de exigência do mercado internacional, a indústria de alimentos dará continuidade aos investimentos", afirmou.Essa retração nos empréstimos, do ponto de vista do consultor do BNDES Sergio de Paula, pode estar relacionada às eleições, que acabam por gerar incertezas nos investidores sobre o rumo que o país tomará.

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