BNDES não assumirá sozinho riscos de concessão de ferrovias, diz Coutinho

O presidente do banco de fomento admitiu, contudo, que a instituição terá um papel importante na liberação de garantias

Eduardo Rodrigues e Laís Alegretti, da Agência Estado,

27 de agosto de 2013 | 12h46

BRASÍLIA - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse que o banco de fomento não assumirá sozinho todos os riscos dos projetos de concessões ferroviárias. Ele admitiu que o banco terá um papel importante na liberação de garantias. Destacou que a ideia é buscar um processo de compartilhamento do risco entre todos os envolvidos nessas concessões.

Segundo Coutinho, o Project Finance dessas concessões deve contar com uma espécie de cooperativa de garantias, envolvendo diversos atores públicos e privados. "Esses projetos têm risco de operação e risco de construção, sendo que o período de construção é o mais desafiador. Quando acontece algum evento não previsto durante a construção, é preciso haver um sistema compartilhado para arcar com essa despesa", disse Coutinho. Ele participa, neste momento, de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

O presidente do BNDES lembrou que além dos riscos geológicos e riscos climáticos que envolvem a construção dessas obras, também é possível que uma ou outra "situação regulatória" impacte o cronograma de obras, em caso que caberia ao próprio poder concedente reequilibrar os parâmetros econômicos da concessão. "O importante é trabalhar para que os projetos sejam concluídos", disse, antes de entrar na CAE para participar da audiência.

Investimento. Coutinho afirmou que os investimentos em logística provavelmente vão acelerar nos próximos anos. "Estimamos chegar a desembolso de R$ 40 bilhões a R$ 45 bilhões por ano nos próximos anos entre energia e logística, em função do programa de concessões", afirmou.

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