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BNDES não irá conceder recursos à Varig, diz Mantega

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvi mento Econômico e Social (BNDES), Guido Mantega, afirmou, nesta quinta-feira, em entrevista no Palácio do Planalto, que não foi procurado por nenhuma empresa com interesse em adquirir a Varig. Segundo ele, o banco está disposto a conversar e a conceder financiamentos para interessados na companhia. Apesar de afirmar que o modelo de socorro à Varig ainda não foi definido pelo governo, Mantega deixou claro que não há interesse do BNDES em aportar recursos na empresa. "No que diz respeito ao BNDES, ele poderá financiar, não a Varig, mas outros grupos de aviação que venham a assumir o controle da empresa", disse, ressaltando que, nesse caso, o empréstimo será feito dentro das regras atuais do banco.O presidente do BNDES também não quis confirmar valores envolvidos nas negociações. Calcula-se que a operação de salvamento da Varig custaria ao banco algo entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão. "A preocupação do governo é evitar que haja descontinuidade nos serviços". Mantega não quis comentar como o governo está encaminhando as discussões sobre o destino dos funcionários da companhia aérea. "Isso não diz respeito ao BNDES. É uma decisão da cúpula do governo, da Casa Civil e do Ministério da Defesa", afirmou. PPPSobre as Parcerias Público Privadas (PPPs), o presidente do BNDES disse que ainda não está definido se o banco terá uma unidade específica para tratar de projetos de financiamento que possam ser feitos por meio das PPPs, mas deixou claro que o banco terá "papel fundamental" nesse processo. Agricultura e HabitaçãoAinda durante a entrevista, Mantega defendeu a manutenção do crédito direcionado para áreas de agricultura e habitação e negou que haja discussão dentro da equipe econômica para reduzi-lo. "O crédito direcionado será necessário enquanto houver uma taxa selic elevada e enquanto o crédito do setor privado tiver taxas e spreads altos", afirmou. Segundo ele, o assunto sobre esse tipo de empréstimo surgiu apenas porque o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, fez uma exposição mostrando o impacto dessas operações na política monetária. "O crédito direcionado para agricultura, na habitação e no saneamento vai continuar firme e forte. Essa é a posição do governo e do presidente Lula", disse.

Agencia Estado,

02 de dezembro de 2004 | 15h01

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