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BNDES nega ter colocado dinheiro novo na Eletropaulo

O BNDES negou nesta segunda-feira que tenha colocado recursos novos na renegociação da dívida de US$ 1,2 bilhão do grupo norte-americano AES Eletropaulo com o banco estatal. "O que houve foi a capitalização de empréstimos concedidos anteriormente", disse o diretor financeiro do banco, Roberto Timótheo da Costa.Pelo acordo, foi criada uma nova empresa, na qual o banco terá participação de 50% das ações, menos uma, no valor equivalente de US$ 600 milhões. O resto da dívida foi capitalizada e, caso a AES não pague o resto dos débitos, o BNDES poderá assumir o controle da empresa de distribuição de energia.Segundo o diretor do banco, a maior vantagem para o BNDES na renegociação da dívida é o reforço das garantias. Timótheo da Costa disse que as garantias do empréstimo de US$ 1,2 bilhão do banco ao grupo norte-americano "eram muito ruins", pois envolviam empresas sediadas em paraísos fiscais, no total de 14. "Qualquer litigância (briga na justiça) iria demorar, no mínimo, sete anos e colocaria a empresa em risco. O governo não quer correr o risco de que a maior distribuidora de energia elétrica no País possa ter problemas operacionais", justificou.

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