BNDES negocia aumento de capital

O presidente do BNDES, Carlos Lessa, disse hoje que o valor de aumento de capital que o banco está negociando com o Ministério da Fazenda deverá ser divulgado em novembro. Ele não quis adiantar nenhum valor de qual é o aumento solicitado pelo banco ao atual capital de R$ 12 bilhões, apesar das especulações que apontam valores entre R$ 5 bilhões e R$ 25 bilhões, nenhum deles confirmado por Lessa. "Estamos solicitando aumento de capital e o número está sendo decidido pelo BNDES e o Ministério da Fazenda. Tudo será oportunamente anunciado e seguirá em curso normal, não é nada difícil aumentar o capital do BNDES", disse Lessa em seminário sobre investimentos no Brasil para empresários e representantes do governo da Noruega. Carlos Lessa disse ainda que o banco "não tem problemas graves" com instituições financeiras que são seus agentes, mas que se preocupa quando estas instituições fazem "exigências adicionais" aos tomadores. Ele afirmou que não tinha ainda tomado conhecimento de matéria veiculada hoje na imprensa informando que o banco vai descredenciar agentes que cobram juros altos em financiamentos. Lessa não confirmou a informação e disse apenas: "Os agentes podem cobrar o spread de forma razoável, mas não gostamos de exigências adicionais". O presidente do BNDES disse que um dos objetivos do banco é divulgar o seu papel de financiador de pequenas e médias empresas para os próprios tomadores, que muitas vezes não sabem que são clientes do BNDES, atribuindo o financiamento exclusivamente ao agente do banco.Papel de imprensaO presidente do BNDES Carlos Lessa disse que está otimista em relação à instalação de uma segunda máquina de papel de imprensa na Pisa, única fabricante do produto no País, com sede no Paraná e de capital norueguês. Hoje, a empresa não tem como atender à toda a demanda nacional porque trabalha com apenas uma máquina. Lessa disse que está a sete meses acompanhando a possível decisão da empresa de instalação da segunda máquina que, segundo ele, poderá não apenas atender à demanda nacional como também gerar excedentes para exportação.

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