BNDES participa de projeto para integração do Continente

As principais empresas privadas exportadoras de bens e serviços de construção, máquinas e equipamentos pesados e de logística sul-americanas estão diante de um dos maiores pacotes da história da América do Sul. Na próxima semana, cada um dos 12 países da região vai apresentar, no Rio de Janeiro, dois projetos de infra-estrutura que, depois, serão selecionados como prioritários para a integração física do Continente.O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Corporação Andina de Fomento (CAF) vão disponibilizar US$ 4 bilhões para financiar os projetos prioritários que serão selecionados em, no máximo, três meses, antecipou à Agência Estado o vice-presidente do banco, Darc da Costa. "Pela primeira vez, os países da América do Sul terão a oportunidade de romper essa tradição de olhar para si mesmos e, agora, começar a pensar em benefício do Continente", disse Da Costa, por telefone do Rio de Janeiro.Mais detalhes sobre os 24 projetos e sobre as fontes de financiamento disponíveis para a sua execução serão conhecidos durante o seminário "Prospecção de Projetos de Integração Física Sul-americana", que está sendo organizado pelo BNDES e pela CAF entre os dias 6 e 8 de agosto. ParticipantesEsse primeiro seminário internacional de co-financiamento, ao qual foram convidados empresas de todas as áreas relacionadas a infra-estrutura, diplomatas, políticos e outras autoridades, contará ainda com a participação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Mundial (Bird) e do International Finance Corporation (IFC), braço financeiro para o setor privado do Bird. Esse organismos estarão apenas como observadores, mas também podem se transformar em potenciais fontes de financiamento dos projetos. Na semana passada, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, havia comentado com Agência Estado que outro objetivo do seminário organizado pelo BNDES e pela CAF é também mostrar aos investidores privados a atratividade que representa hoje a América do Sul."Não haverá integração da América do Sul se ela não vier por meio de uma integração física", disse Marco Aurélio. Por isso, acrescentou ele, o primeiro passo para isso será resolver os problemas e a carência de infra-estrutura na região. O seminário, que estará aberto ao público, será também a primeira experiência concreta de aproximação entre o BNDES e CAF.

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