BNDES participará do projeto da Ferrovia Transnordestina

A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deu sinal verde ontem para a participação da instituição no projeto da Ferrovia Transnordestina. O projeto, uma das prioridades do atual governo, é da ordem de R$ 4,5 bilhões. A participação do banco no projeto poderá chegar a R$ 1,9 bilhão, por meio de financiamento e capitalização através da BNDESpar, braço de participações do banco, com créditos fiscais ligados ao Fundo de Investimento do Nordeste (Finor).O assunto, agora, vai ser discutido com os ministérios da Integração e dos Transportes, para a finalização do projeto, que poderá ser anunciado, ainda este mês, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A assessoria do banco não confirmou a decisão interna desta terça-feira, mas fontes que acompanham os entendimentos indicaram que o formato para a participação foi aprovado anteontem pela instituição de fomento.Em princípio, o banco concederá financiamento ao redor de R$ 400 milhões e deverá aportar ao redor de R$ 1,5 bilhão no capital da Transnordestina SA, usando créditos fiscais no âmbito do Finor.Desse montante, cerca de R$ 250 milhões já foram vinculados ao projeto nos últimos anos, dentro do Finor, e o restante seria aportado nos próximos anos. O mecanismo permite a destinação de parte do imposto de renda a pagar para projetos no Nordeste. Outros R$ 2,050 bilhões poderão sair do Fundo Nacional de Desenvolvimento Econômico (FNDE), uma parte em financiamento e outra, provavelmente, em capital.EstruturaA ferrovia é considerada importante na infra-estrutura do país e para o escoamento de produção, principalmente para as vendas externas. Ela deverá melhorar a competitividade dos produtos e induzir o crescimento da produção. Nascerá na localidade de Eliseu Martins, no Piauí, e seguirá até os portos de Suape, em Pernambuco, e Pecém, no Ceará.Na prática, funcionará como um corredor para o escoamento da produção de soja e outros grãos do Piauí, Sul do Maranhão e parte do oeste da Bahia. Servirá, também, a outros produtos, como os do pólo de gesso de Araripina, em Pernambuco.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.