bolsa

E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

BNDES pode financiar até US$ 12,5 bi em sondas, diz Sete Brasil

Valor equivale a até 50% do investimento em sondas que a Petrobrás vai utilizar para explorar o pré-sal

Sabrina Valle, da Agência Estado,

23 de abril de 2013 | 16h23

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pode financiar até 50%, o equivalente hoje a US$ 12,5 bilhões, do investimento total de sondas de perfuração nacionais para águas profundas do pré-sal. A informação é de João Carlos Ferraz, presidente da Sete Brasil, gestora que vai afretar 28 unidades à Petrobrás a partir de 2015. Hoje, o investimento da Sete Brasil está em US$ 25 bilhões.

Ferraz diz que a Sete já tem carta de enquadramento (aprovação) para as 21 primeiras sondas. "Essas são as que temos mais urgência de financiamento. As outras só vão começar a ser construídas daqui a três anos", disse. A Sete Brasil tem capital da própria Petrobrás, de fundos de pensões e de bancos privados.

Em março do ano passado, o BNDES informara estudar, de forma preliminar, um crédito de R$ 15 bilhões para as 28 sondas. A construção das sondas já começou, a maior parte no exterior, conforme antecipou o Broadcast na sexta-feira.

Os recursos ainda não foram liberados pois a parcela do BNDES está atrelada à dos financiamentos que a Sete tomará com agências de crédito à exportação (ECA, na sigla em inglês) internacionais, que sofreram atraso. O BNDES financiará entre 48% e 50% do total, enquanto as agências entrarão com fatia entre 16% e 18%.

A variação acontece porque tanto o BNDES quanto as agências de fomento estrangeiras só financiam componentes de seus próprios países. Ou seja, o BNDES só cobrirá componentes brasileiros. Já a agência norueguesa Giek custeará a parcela de equipamentos encomendada na Noruega. O mesmo acontece com a americana US Ex-Im, a britânica UK export finance e a alemã Hermes.

"O BNDES e as ECAs andam mais ou menos juntos. Quem está atrasado são as ECAs, principalmente o Giek", disse.

Ferraz disse que o Giek atrasou o financiamento por causa da equipe reduzida em relação ao número de projetos. O executivo esteve pessoalmente na Noruega em março para acelerar o processo e passou a enviar uma missão a cada 15 dias ao país. "Agora eles estão com a equipe deles, que é pequena, totalmente dedicada para o desenvolvimento do nosso financiamento. Agora vai andar", disse.

Do total de US$ 25 bilhões de investimentos, 75% virão de dívidas. Estão aí incluídos o BNDES e as agências internacionais, além de outras instituições financeiras, que podem bancar entre 7% e 12% dos projetos.

Os outros 25% virão de equity, recursos que o executivo já considera garantidos. Destes, entre 70% e 85% virão dos sócios da Sete Brasil (Petrobras, fundos de pensão e bancos privados) e entre 15% e 30% dos operadores das sondas, com o porcentual variando de acordo com cada contrato.

"Temos hoje dinheiro para chegar até o fim do ano", disse.

Mas, com o atraso das agências, a Sete negocia a contratação de um empréstimo-ponte de US$ 3,6 bilhões no mercado. A empresa já tem outros US$ 2,5 bilhões contratados.

São empréstimos curtos, entre 12 e 18 meses, feitos enquanto a estrutura financeira não é fechada, de forma a evitar risco de faltar dinheiro para pagar os estaleiros, disse. "É para evitar surpresas", disse Ferraz. "Mas está na mão".

 

Tudo o que sabemos sobre:
sete brasilpetrobrassondas

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.