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BNDES pode repassar ações da Petrobrás

Ações poderão ser vendidas para o Fundo Soberano, como parte da operação montada para capitalizar a Petrobrás e, ao mesmo tempo, o BNDES

Irany Tereza / RIO, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2010 | 00h00

A intrincada troca de ações da Petrobrás entre os diversos agentes do governo não acabou. Depois de receber do Tesouro empréstimo de R$ 24,7 bilhões para pagar a compra de ações na capitalização da Petrobrás, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá vender ao Fundo Soberano do Brasil (FSB) o lote de ações que recebeu do Tesouro em agosto, na época cotado em R$ 4,5 bilhões.

Ao fim do processo, junto com o lote recebido do Tesouro, o banco terá participação de pouco mais de 13% na Petrobrás. A intenção do governo é elevar um pouco a parcela de 3% que coube ao Fundo Soberano no capital da petroleira e, para isso, pode promover a venda das ações que doou ao banco.

O artifício do governo, que por medida provisória permitiu um intrincada permuta de ações entre as estatais, mirou em objetivos distintos: ao mesmo tempo elevar a participação do governo na Petrobrás, contribuir para a capitalização do BNDES e facilitar, no fechamento das contas públicas, o cumprimento da meta do superávit primário.

Para o banco, porém, tanto as ações transferidas pelo Tesouro quanto o empréstimo de quase R$ 25 bilhões para o pagamento de sua participação na capitalização representam um aumento do endividamento. Hoje, para um patrimônio de referência (reserva financeira usada como garantia de risco dos bancos) de R$ 60 bilhões, o banco possui uma carteira de financiamentos que chegará ao fim do ano beirando R$ 500 bilhões.

Para o ano que vem é esperada uma demanda forte por empréstimos. Pelos cálculos iniciais da equipe técnica do banco, a previsão é que os pedidos superem em cerca de R$ 60 bilhões a capacidade de financiamento. Duas alternativas são avaliadas: encarecer um pouco o custo dos empréstimos do BNDES ou capitalizá-lo, para fazer frente à demanda.

Pós-capitalização

O governo ficará com 64% das ações ordinárias da Petrobrás; o montante inclui ações da União, BNDESPar e do Fundo Soberano.

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