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BNDES pode ter participação de até 40% na compra de Embratel

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Lessa, disse hoje, em audiência pública da Comissão de Fiscalização e Controle do Senado, que a instituição poderá ter participação de até 40% na compra da Embratel, caso o consórcio das empresas de telefonia fixa seja o vencedor da disputa.Ele afirmou, no entanto, que essa operação depende de um elenco de condições preliminares relacionadas ao destino da Star One, empresa controlada pela Embratel, considerada estratégica. Trata-se de uma empresa que administra os satélites por onde trafegam informações das forças armadas brasileiras.A participação do BNDES também poderia ocorrer se o fundo de pensão Telos fosse o vencedor da disputa, mas essa possibilidade foi praticamente descartada por Lessa. Ele disse que o BNDES "não tem interesse em ter peso na condução da Embratel". A preocupação do BNDES, segundo ele, é garantir que os satélites da Star One estejam sob inteira soberania brasileira. Venda pode sair para a mexicanaLessa afirmou ainda que se a empresa mexicana Telmex levar a Embratel abre-se um cenário sob o qual ele não pode fazer prognóstico. Segundo Lessa, se a Telmex consultar o BNDES será apresentada a preocupação com a Star One. Ele também lembrará à Telmex que existe uma pendência de empresas do grupo Telmex com o Banco, referindo-se à dívida da Claro, empresa de telefonia móvel que pertence ao grupo mexicano.Ele lembrou que o Banco tem participação acionária em 19 empresas. Na Embratel, essa participação é de 7,8%. Lessa também lembrou que durante o processo de privatização, a Embratel foi vendida por um valor alto e que atualmente o valor é inferior ao que foi pago naquele época. Essa diferença está relacionada ao cenário mundial, mas também ao "desempenho minguante" da empresa. "A administração dela (Embratel) não parece ter sido das mais felizes", afirmou o presidente do BNDES.

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