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BNDES poderá administrar dinheiro do pré-sal no exterior

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou hoje que a instituição poderá administrar os recursos provenientes do pré-sal no exterior. Segundo ele, o País receberá um fluxo relevante de capital nos próximos anos, sendo que uma parte não poderá ser internalizada, para evitar flutuações indevidas no câmbio.

DANIELA MILANESE, Agencia Estado

04 de novembro de 2009 | 20h33

A administração de recursos do pré-sal seria um dos papeis do BNDES a partir de sua nova base em Londres, inaugurada hoje com a presença do presidente Lula, da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, do ministro da Fazenda, Guido Mantega, do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e do secretário de negócios do Reino Unido, Peter Mandelson.

"Os recursos do petróleo representam uma riqueza para as futuras gerações e precisam ser bem administrados". Para Coutinho, a apreciação excessiva do câmbio não faz bem a nenhuma economia. No entanto, segundo ele, o Brasil tem hoje o reconhecimento generalizado de que possui uma economia saudável. Coutinho afirmou que os gestores de recursos estão rebalanceando suas carteiras e migrando para ativos brasileiros. "Essa onda chegará a um ponto de equilíbrio", disse, sem especificar qual seria a taxa de câmbio ideal para o País.

Coutinho afirmou ainda que os investimentos do País estão em processo de recuperação e que os bancos privados devem retomar suas operações nos próximos meses, para que o BNDES possa sair do papel de fornecedor de capital de giro. "A crise é página virada para o Brasil".

Ele não especificou qual é o orçamento do escritório do BNDES em Londres e nem do banco em 2010, já que essas questões ainda estão sendo discutidas com Mantega. Coutinho disse apenas que a nova base na capital britânica, que dá início à internacionalização do BNDES, representará um investimento pequeno e terá uma equipe reduzida.

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