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BNDES prepara pacote de apoio às montadoras

Medidas, antecipadas por Miguel Jorge, incluem linhas de financiamento para desenvolver novos produtos e para ampliar a capacidade produtiva

Nilson Brandão Junior e Ana Paula Lacerda, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2014 | 00h00

O Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior vai apresentar em três a quatro semanas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o pacote de apoio ao setor automobilístico. O projeto está sendo elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e envolverá iniciativas como linhas de financiamento para pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e para expansão da capacidade produtiva.As informações são do titular da pasta, Miguel Jorge, que ontem pela manhã participou de reunião do conselho de administração do banco e à tarde visitou as instalações do Inmetro, em Xerém, onde concedeu rápida entrevista. Ele também antecipou que dentro de um mês a revisão da política industrial estará concluída e disse que o BNDES precisa ampliar seus recursos para fazer frente às aprovações de financiamentos previstas para 2008.Ontem à noite, ao participar do lançamento da edição de 2007da revista anual Valor 1000, em São Paulo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou a adoção de medidas para o setor automobilístico, mas descartou tratar-se de um pacote. "Não vamos anunciar um pacote, mas devemos discutir com o ministro Miguel Jorge o lançamento de medidas de crédito para as empresas. O desempenho do setor, cuja demanda cresceu 20%, é tão bom que não exige muitos cuidados, mas está no limite."O setor automobilístico brasileiro vem atuando praticamente a plena capacidade. De janeiro a julho, a produção cresceu 8,4% e o licenciamento 26,6%, conforme dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Segundo o ministro Miguel Jorge, a capacidade atual é de 3,5 milhões de veículos por ano, e deverá avançar para 5,5 milhões até 2011.Apesar de o setor estar crescendo fortemente este ano, Miguel Jorge afirmou que não é uma contradição o apoio do governo. "Se um setor vai bem, é competitivo, temos de chegar a uma escala que torne ele mais musculoso, muito mais robusto." Ele disse que o mercado brasileiro poderá interessar muito a montadoras de outros países, como Índia e China, o que reforçaria a necessidade de apoio.Miguel Jorge comentou que a idéia é estruturar e fortalecer o setor, estimulando os segmentos de engenharia das montadoras, que terão uma linha de financiamento, especialmente para pesquisa e desenvolvimento. Segundo ele, um produto novo pode exigir investimentos de US$ 80 milhões a US$ 100 milhões. Com isso, as operações brasileiras ficariam fortalecidas, comparadas a outras subsidiárias dos grupos.O ministro do Desenvolvimento também antecipou que em de um mês a revisão da política industrial em curso deverá estar definida. Embora não tenha fornecido detalhes, Miguel Jorge confirmou que o número de setores abrangidos pela política será aumentado. "A idéia é ampliar, para não focar muito." A política industrial do governo, colocada em prática a partir de 2004, priorizou os setores de semicondutores, software, farmacêutico e de máquinas.

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