BNDES pretende cobrar mais contrapartidas sociais em empréstimos

O BNDES discute a ampliação de contrapartidas sociais para a liberação de financiamentos, a fim de evitar novos motins e paralisações em obras de infraestrutura, entre elas projetos do PAC, afirmou na quinta-feira o presidente do banco, Luciano Coutinho.

ALUÍSIO ALVES E RODRIGO VIGA GAIER, REUTERS

28 de abril de 2011 | 19h17

"É preciso trabalhar com mais antecedência. Preparar mais cedo as regiões de entorno e prevenir mais e fazer mais também", disse o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a jornalistas durante encontro da edição latino-americana do Fórum Econômico Mundial.

Recentemente, houve uma onda de greves, paralisações e manifestações em canteiros de obras estruturantes, como as usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, na região norte do país, empreendimentos que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Nesta semana, proprietários rurais e fazendeiros bloquearam os acessos às obras do Porto do Açu, em São João da Barra (RJ). O projeto do empresário Eike Batista prevê investimentos de mais de 3,5 bilhões de reais para a construção de um terminal portuário, um pólo industrial e usinas térmicas.

Os proprietários de terra reclamavam do valor das indenizações oferecidas para as desapropriações que viabilizam o empreendimento ao passo que os operários das hídricas protestavam contra as condições de trabalho e salários.

Para Coutinho, existe um entendimento dentro do governo que as intervenções sociais em áreas afetadas precisam começar antes dos prazos estabelecidos, atualmente em média de 1 a 2 anos do início da obra civil.

"Desde a preparação do projeto já se toma providência. Temos que ter preocupação antes e dar condições de habitação, saneamento e qualificação", acrescentou.

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