Fábio Motta/ Estadão
Sede do BNDES no Rio de Janeiro (RJ). Fábio Motta/ Estadão

BNDES quer, ainda este ano, começar a atuar como fiador no mercado, diz Montezano

O executivo não deu detalhes sobre como se daria essa nova função, nem se seria exclusiva para o financiamento de investimentos em infraestrutura

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2020 | 18h15

RIO - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, afirmou nesta segunda-feira, 15, que a instituição de fomento pretende, ainda este ano, começar a atuar como fiador de empréstimos ou emissões de títulos no mercado de capitais, em vez de, como faz tradicionalmente, prover diretamente os financiamentos.

O executivo fez o comentário no seminário online “Retomada do crescimento por meio de investimentos em Infraestrutura”, promovido pelo Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) e pelo BNDES, mas não deu detalhes sobre como se daria essa nova função - nem se seria exclusiva para o financiamento de investimentos em infraestrutura.

Montezano citou a recente medida de capitalização, pelo Tesouro Nacional, do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), fundo de aval administrado pelo banco de fomento voltado para pequenas e médias empresas. Segundo o executivo, é uma primeira iniciativa para o BNDES atuar “em escala” como garantidor de empréstimos.

“Queremos, ainda este ano, já começar a atuar em operações como fiador, como garantidor. É o inverso do que o BNDES fazia tradicionalmente, como ‘funding provider’”, afirmou Montezano, citando que a ideia é ser fiador também no mercado de capitais.

Segundo o presidente do BNDES, atuando na concessão de fianças e avais, o banco de fomento teria mais uma ferramenta para operar em sindicatos de instituições de financeiras. Nas linhas de apoio às grandes companhias dos setores mais afetados pela pandemia, como o setor aéreo, o BNDES tem coordenado um sindicato de bancos privados.

Mês passado, em entrevista coletiva online ao lado do ministro de Infraestrutura, Tarcísio Freitas, Montezano já havia sinalizado que o banco de fomento queria atuar mais em garantias, também sem dar detalhes.

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BNDES quer atuar com seguros e fianças para projetos de infraestrutura, diz Montezano

Mais cedo, o presidente do banco havia dito que pretendia fazer as primeiras operações do tipo ainda este ano, sem detalhar em que tipo de projetos as fianças poderiam ser usadas

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2020 | 18h36

RIO - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, explicou na tarde desta segunda-feira, 15, que a ideia da instituição de fomento é atuar com “seguros e fianças” no financiamento a projetos de investimento em infraestrutura. Mais cedo, o executivo havia dito que pretendia fazer as primeiras operações do tipo ainda este ano, sem detalhar em que tipo de projetos as fianças poderiam ser usadas. As declarações foram dadas em um seminário online sobre investimentos em infraestrutura.

Ao detalhar a iniciativa, Montezano lembrou da recente medida de capitalização, pelo Tesouro Nacional, do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), fundo de aval administrado pelo banco de fomento voltado para pequenas e médias empresas. Para o executivo, a ampliação do fundo de aval, que poderá receber até R$ 20 bilhões adicionais este ano, será um “marco” na atuação do banco de fomento, que sempre foi mais focada na concessão de “funding” de crédito em melhores condições do que as disponíveis no mercado.

“A próxima etapa é, no negócio e infraestrutura, atuar com seguros e fianças para projetos”, afirmou Montezano, ao responder ao pedido de detalhar a proposta mencionada na abertura do seminário online.

O presidente do BNDES lembrou que, nos grandes projetos de investimento em infraestrutura, a estrutura de financiamento passa pela definição de uma “matriz de risco” do empreendimento. A ideia é que, com o seguro ou a fiança, o BNDES atue para mitigar uma parte dos riscos dessa matriz, em vez de o banco de fomento ser o principal financiador, como tem sido tradicionalmente.

Segundo Montezano, a fiança do BNDES poderia cobrir, por exemplo, o risco de construção, que costuma ser um dos mais elevados na matriz dos financiamentos a projetos de infraestrutura. Além disso, a fiança poderia ser concedida tanto para financiamentos por meio de empréstimos bancários quanto de emissões de títulos no mercado de capitais.

Montezano frisou que o banco ainda está trabalhando no assunto e que a meta de fazer a primeira operação do tipo ainda em 2020 é, por enquanto, uma “tentativa”.

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