BNDES reforçará linha de investimentos, se necessário

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou hoje que, se for necessário, o governo vai reforçar o programa de sustentação do investimento (PSI), que conta com R$ 44 bilhões para financiar investimentos com juros subsidiados. Segundo Coutinho, do total disponível, já foram comprometidos R$ 27 bilhões. O reforço vai depender de quanto será utilizado especialmente neste final de ano. Ao ser questionado em quanto o programa seria reforçado, Coutinho falou em R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões. "Isso vai depender do desempenho do final do ano", reiterou.

FABIO GRANER, Agencia Estado

09 de dezembro de 2009 | 14h31

Hoje o governo anunciou a prorrogação do programa até junho de 2010. Em entrevista coletiva após a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), Coutinho destacou, entre as medidas mais importantes anunciadas hoje, o apoio do BNDES à emissão de debêntures. Neste programa, o BNDES entra com uma garantia firme de aquisição de 20% do volume emitido pelas empresas. Ele também enfatizou a importância da autorização para emissão de letras financeiras pelos bancos privados para poderem captar recursos. Segundo ele, essas duas iniciativas visam fortalecer o sistema financeiro e o mercado de capitais como fonte de financiamento para o investimento na economia brasileira.

Coutinho também ressaltou a importância da nova linha de financiamento às exportações (Finame-Exim), que vai financiar no exterior a compra de máquinas e equipamentos brasileiros por meio de parceria com instituições financeiras locais. Coutinho explicou que hoje muitas empresas no exterior, especialmente as de menor porte, não têm acesso a financiamento e essa linha vai suprir essa carência e viabilizar a venda de produtos brasileiros fora do País. Ele afirmou que o risco da operação deve ficar com o banco local que fizer a parceria com o BNDES. Essa instituição vai receber uma comissão pelo financiamento.

Em relação ao projeto-piloto que visa apoiar a capitalização de micro, pequenas e médias empresas dos setores de bens de capital e autopeças por meio da venda de ações dessas empresas para seus funcionários, Coutinho explicou que o objetivo é criar mais "uma janela de financiamento" para essas empresas. Ele afirmou ainda que está sendo preparado um mecanismo para garantir que os empregados vão poder vender suas ações a qualquer momento e também o estabelecimento de padrões de transparência e governança. Segundo o presidente do BNDES, o programa vai transformar as empresas em sociedades anônimas com capital fechado e os funcionários vão receber ações preferenciais.

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