BNDES registra lucro de R$ 1,410 bi no 1º trimestre do ano

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro de R$ 1,410 bilhão no primeiro trimestre de 2005, o melhor desempenho trimestral de sua história. O valor - apenas cerca de R$ 70 milhões menor do que o resultado de todo o ano passado - foi impulsionado pelo bom desempenho da economia brasileira em 2004, já que é reflexo dos dividendos recebidos pelo banco das empresas em que tem participação acionária. Com o caixa cheio, o BNDES já estuda novas reduções no custo do financiamento de novos projetos.O lucro do primeiro trimestre de 2005 é 28% superior aos R$ 1,099 bilhão obtidos no mesmo período em 2004. Cerca de 80% do resultado vem do BNDESPar, empresa de participações do banco que tem ações de 186 companhias brasileiras, dentre elas gigantes como Petrobrás, Companhia Vale do Rio Doce e Banco do Brasil. O bom desempenho da carteira de ações vem permitindo ao banco reduzir os as taxas cobradas sobre os empréstimos que concede, disse o executivo. Este ano, o BNDES já reduziu juros de diversos setores, como bens de capital e exportações. Agora, planeja reduzir os custos de financiamento de projetos em regiões menos desenvolvidas - Norte, Nordeste e Centro-Oeste.Patrimônio A estratégia já tem reflexo no balanço do banco: no primeiro trimestre de 2005, por exemplo, a renda fixa contribuiu com apenas R$ 278 milhões para o lucro apurado no período. O juro médio cobrado pela instituição, atualmente, é de 2,5%. É esse valor, em média, que o tomador do empréstimo paga por ano, além da TJLP, hoje em 9,75% ao ano. Mantega acrescentou que o bom resultado colabora ainda para que o banco aumente seu capital, ampliando, assim, o limite de financiamentos para um mesmo grupo econômico. Desde o ano passado, o BNDES só repassa ao Tesouro, a título de dividendos, 25% de seu lucro, contabilizando o resto em seu patrimônio líquido. A medida garantiu um aumento do patrimônio de referência dos R$ 21 bilhões apurados no ano passado para R$ 23,2 bilhões no primeiro trimestre de 2005. Como o limite de financiamento por grupo econômico é de 25% do patrimônio de referência, qualquer aumento nessa conta garante mais recursos. Petrobrás e empresas de celulose, por exemplo, já estão perto do limite e ganham mais margem para novos projetos. O presidente do BNDES destacou, porém, que o banco continua tentando, junto ao Banco Central, obter mais dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para ampliar seu patrimônio. "As negociações já começaram, mas não estão andando como a gente quer" , afirmou.

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