BNDES: selo de proteção ao minoritário

O diretor da subsidiária de participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a BNDESPar, Eleazar de Carvalho, disse que, a partir do ano que vem, o banco passará a incluir a proteção aos direitos dos minoritários, a chamada governança corporativa, entre os critérios para escolher quais projetos vai apoiar. "Vamos considerar a governança corporativa para dar acesso a prazo mais longo e a maior crédito", disse Carvalho.O BNDES já decidiu lançar um selo. Será um atestado de que a empresa que o recebeu dá boas condições ao minoritário, o que poderá facilitar o acesso de companhias brasileiras ao mercado de capitais internacional. O selo, no entanto, pode não ser do banco, mas de um conselho, segundo Carvalho. No momento, ele está estudando os critérios a utilizar e como esse selo será feito.O BNDES quer ter uma atuação mais ativa nos conselhos de administração de 17 empresas em que tem direito à participação, como Petrobrás, Vale do Rio Doce e Aracruz. Carvalho explicou que há um interesse enorme de parte de grandes investidores estrangeiros por ações de empresas brasileiras, mas que, ao mesmo tempo, eles temem a falta de proteção aos acionistas minoritários. A aprovação do projeto de Lei das S.As. é considerada um avanço, por estes investidores.É cedo para vender participações do governoSegundo Carvalho, não há pressa para a venda das ações das ações do governo na Vale do Rio Doce - uma fatia de 32% do capital votante. Ele explicou que dependerá da divulgação de planos da empresa para o futuro e da reação do mercado a essa mudança após a operação de descruzamento das ações com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN)."O mercado vai cobrar a companhia sobre o que muda depois do descruzamento, se muda alguma coisa ou não, e vai interpretar essas informações por uma valorização ou não", disse o diretor da BNDESPar. Carvalho disse ainda que Furnas terá que mostrar mais transparência, como uma S.A., para ser privatizada em operação pulverizada, como a da Petrobrás. Segundo ele, a privatização de Furnas não está atrasada.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.