BNDES: setor elétrico investirá R$ 101 bi até 2011

O setor de energia elétrica tem investimentos de R$ 101 bilhões para fazer do ano que vem até 2011, de acordo com levantamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Isso significa um aumento de 19,8% ao ano sobre os investimentos do período de 2003 a 2006.A instituição também divulgou que há 61 projetos de usinas hidrelétricas no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) com investimento total conjunto previsto de R$ 78,212 bilhões, sendo que 20 destes projetos, como valor de R$ 22,186 bilhões, já aparecem no BNDES. Infra-estruturaO setor de saneamento deve investir pelo menos R$ 48 bilhões nos próximos quatro anos, de acordo com levantamento do BNDES. Isso significa um crescimento anual de 33,3% sobre os investimentos do setor no período de 2003 a 2006, a maior taxa entre os 16 setores abrangidos pela pesquisa do BNDES. De acordo com o presidente da instituição, Luciano Coutinho, é grande a demanda reprimida nesse setor. Coutinho também considerou importantes os investimentos em ferrovias e portos, outros que acredita que também têm demanda reprimida. As ferrovias terão investimentos de R$ 19,9 bilhões entre 2008 a 2011 e os portos, de R$ 6,8 bilhões, de acordo com o levantamento do BNDES. ComunicaçõesO setor de comunicações é o único que aparece no levantamento do BNDES dos investimentos para o período de 2008 a 2011 com redução (de 0,8%) na comparação com o período de 2003 a 2006. O volume de investimentos do setor para os próximos quatro anos mapeados pelo banco é de R$ 56 bilhões.Para o presidente do banco, a variação em relação ao período de 2003 a 2006 reflete "uma estabilização em patamar expressivo". Ele lembrou que nesse período o setor fez investimentos ligados à universalização da telefonia celular e disse que os próximos investimentos serão mais voltados para a terceira geração (3G) da telefonia móvel e internet rápida (banda larga). O presidente do BNDES também destacou que o setor "tem papel relevante na transmissão de ganhos de produtividade para toda a economia".

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