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BNDES sinaliza com redução de taxa de risco

O presidente do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Lessa, sinalizou hoje que a instituição deverá anunciar no início do próximo mês uma redução dos spreads ? diferença entre juros nos empréstimos e taxas de captação ? cobrados pelo banco em suas operações diretas. A redução faria parte de um conjunto de ações que deverão ser anunciadas em breve com o objetivo de facilitar e estimular a demanda por crédito. Lessa admitiu que há espaço para "alguma queda" da taxa de risco, salientando que "um banco de desenvolvimento é um banco que deve poder operar com taxas mais confortáveis".Ele lembrou que a instrução do governo federal é que a taxa básica de juros do País seja reduzida gradualmente. "Como nós somos um banco de fomento, a nossa tendência é, obviamente, obedecer essa instrução". Lessa não confirma taxa única de riscoSegundo a assessoria de Lessa, a taxa de risco cobrada mais freqüentemente pelo banco, em média, gira em torno de 1,7%. O presidente do BNDES não confirmou a informação de que a instituição teria decidido pela adoção de uma taxa unificada de spread de risco. Para ele, no entanto, o que é "decisivo" para o aumento da demanda por crédito é a margem de financiamento oferecida pelo banco. "Toda a nossa experiência demonstra que o mais importante não é a taxa, o mais importante é a percentagem que a gente financia. A nossa taxa é uma taxa anual, então a diferença entre 4% e 2% no ano é pequena. O que é decisivo é: estou disposto a financiar, 40, 50 ou 60%. A percentagem é muito mais importante como elemento de alavancagem do que a taxa de juros".O orçamento do BNDES previsto para o ano que vem é de R$ 47 bilhões, volume de empréstimos bem superior ao definido para 2003, de 34,4 bilhões. Segundo Lessa, de janeiro a agosto deste ano houve uma queda de 14% nos recursos liberados em relação ao mesmo período de 2002.

Agencia Estado,

25 de setembro de 2003 | 17h16

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