Coluna

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BNDES suspende empréstimo para hidrelétrica do PAC

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) suspendeu empréstimo de R$ 540 milhões para a construção da hidrelétrica Serra do Facão, obra incluída no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e que tem participação da estatal Furnas. O banco não comenta o assunto, mas fontes próximas ao projeto dizem que a desistência é fruto da entrada, no consórcio responsável pela obra, da Gallway Projetos em Energia, empresa controlada por companhia com sede na Holanda.O financiamento à obra, localizada no Rio São Marcos, na divisa de Goiás com Minas Gerais, havia sido aprovado pelo banco em agosto do ano passado. O consórcio incluía então as empresas Alcoa, Camargo Correa, DME Energética, Furnas e Oliveira Trustee, as duas últimas por meio da sociedade de propósito específico (SPE) Serra do Facão Participações. Em janeiro, a Gallway comprou a fatia da Oliveira Trustee, equivalente a 50,1% da SPE e a 25,1% da usina, segundo a própria companhia.Essa mudança na participação não chegou a ser divulgada por Furnas. Em sua página na internet a estatal nunca fez qualquer referência aos novos parceiros. ?A construção e gestão da usina é de responsabilidade do Consórcio de Empresas Associadas Serra do Facão (Gefac), composto por Furnas, com 49%, Alcoa (35%), DMEE (10%) e Camargo Corrêa Cimentos S/A (5,5%)?, limita-se a registrar a estatal, na internet. Procurada pela reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a empresa recusou-se a falar sobre o assunto, alegando tratar-se de questões societárias. José Antonio Muniz, presidente da Eletrobrás, estatal que controla Furnas, declarou que a compra da parte da Gallway foi recomendada pela holding. ?Decidimos que Furnas comprasse essa fatia na Serra do Facão Participações. O consórcio vai agora voltar ao BNDES para pedir o empréstimo?, afirmou Muniz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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