BNDES suspende financiamento para construção de navios

Foi suspenso contrato de financiamento entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o estaleiro Estaleiro Ilha S.A. (Eisa), pertencente à empresa Marítima (do empresário German Efromovich), para a construção de quatro navios para a Transpetro, subsidiária da Petrobras. Segundo informações divulgadas hoje pelo BNDES, este mês expirou o prazo estipulado pelo banco ao Eisa para apresentar garantias estabelecidas no contrato de financiamento. Como o Eisa não apresentou as garantias, o contrato de financiamento não existe mais, na avaliação do banco. A situação pode fazer com que a Petrobras tenha de abrir nova licitação para a construção dos quatro navios. De acordo com o BNDES, um dos financiamentos, no valor de US$ 197,4 milhões, seria para o estaleiro construir as quatro embarcações encomendadas pela Transpetro. O outro, de US$ 208,9 milhões, seria liberado posteriormente para a Transpetro adquirir os navios. A construção dos navios permitiria a geração de 600 novos empregos diretos e 1.800 indiretos envolvidos com o projeto de construção e fornecimento de materiais - além de manutenção de cerca de 400 empregos diretos no estaleiro. Estaleiro desconhece cancelamentoO diretor do Estaleiro Ilha S.A, Ronaldo Peryles, informou que "desconhece" a informação de que o BNDES tenha cancelado o financiamento. "Não fomos informados oficialmente e acredito que se isso tivesse acontecido nós seríamos os primeiros a saber", disse. A Transpetro também informou por meio de sua assessoria da imprensa que não tinha notícias sobre o assunto. O estaleiro teve sua participação acionária adquirida inicialmente pelo Jurong e depois pela Marítima. Assim como o primeiro, a Marítima também teria oferecido garantias insuficientes para a liberação da verba, segundo fontes do BNDES. A Agência Estado também apurou que o prazo para a apresentação dessas garantias teria se esgotado no dia 20 de janeiro. Em entrevista no final do ano passado, o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, já considerou os quatro navios da Transpetro inclusos da megalicitação que a companhia deve lançar este ano para contratar 22 navios.

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