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BNDES tem maior lucro em 20 anos entre bancos

Banco teve ganho de R$ 4,430 bi no 1º semestre, 34% mais que em 2006

Nilson Brandão Junior, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2016 | 00h00

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lucrou R$ 4,430 bilhões no primeiro semestre do ano. É o maior resultado de todo o mercado bancário nos últimos 20 anos, para o mesmo período de comparação, conforme levantamento feito pela Economática Consultoria, a pedido do Estado. A recuperação de créditos e de receitas de participações em empresas foi o principal motivo do resultado.O lucro do banco estatal de fomento cresceu 34% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foi de R$ 3,317 bilhões. Esse crescimento foi conseqüência, basicamente, de eventos "extraordinários" (que não deverão se repetir nos próximos anos). Um deles foi a melhora da carteira de crédito, que levou ao ganho de R$ 1,2 bilhão, bem superior às reversões de R$ 350 milhões do ano anterior. As receitas de participações societárias somaram R$ 2,259 bilhões, 10% abaixo do valo de registrado em 2006.O levantamento da consultoria mostra que o resultado do BNDES superou as marcas de R$ 4,016 bilhões do Itaú e de R$ 4,007 bilhões do Bradesco no primeiro semestre deste ano. Outro banco de grande porte que já divulgou o resultado do ano foi o Banco do Brasil, que teve lucro de R$ 2,477 bilhões. Excetuando o resultado do BNDES, o maior lucro em 20 anos para um primeiro semestre também é de instituição estatal: o Banco do Brasil, em 2006, com R$ 4,032 bilhões."O resultado foi extraordinariamente favorável, com a melhoria da recuperação de crédito, que gerou ótimo ganho de rentabilidade", afirmou o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. DIVIDENDOSPor causa de uma decisão judicial, o banco recebeu dividendos de R$ 424 milhões em ações da Southern Electric Brasil, detentora de ações da Cemig (SEB), que haviam sido dadas em garantia ao banco. A dívida original da SEB é de US$ 1 bilhão e ainda está sendo negociada pela banco. O consórcio, cujo líder é a AES, pediu o empréstimo para a compra da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). O valor dos dividendos havia sido depositado em juízo. Além do ganho extraordinário no primeiro semestre, o banco aumentou a receita com operações de crédito, apesar da redução dos spreads básicos (diferença entre o custo de captação dos bancos e o juro cobrado dos clientes) este ano. O crescimento no total de financiamentos compensou essa redução.

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