BNDES tem queda de 19,3% em lucro líquido no 3º trimestre

Montante no período foi de R$ 1,624 bilhão; lucro acumulado no ano está nos R$ 4,9 bilhões, 3,5% a mais que 2012 até setembro

Antonio Pita, Mariana Durão e Wellington Bahnemann, da Agência Estado,

14 de novembro de 2013 | 14h16

RIO - O lucro líquido do BNDES recuou 19,3% no terceiro trimestre de 2013 ante igual período do ano anterior, para R$ 1,624 bilhão - divulgou a instituição nesta quinta-feira, 14.

A receita de intermediação financeira do banco de julho a setembro somou R$ 11,709 bilhões, apurando uma leve queda de 0,02%. Já as despesas com intermediação financeira cresceram 4,25%, para R$ 9,164 bilhões, também na comparação com o mesmo trimestre de 2012. O resultado bruto da intermediação financeira caiu 12,9% no período de julho a setembro, para R$ 2,545 bilhões.

O lucro acumulado no ano até setembro está nos R$ 4,9 bilhões. O valor representa alta de 3,5% em relação ao mesmo período de 2012. Na época, o lucro foi de R$ 4,722 bilhões.

Segundo o comunicado, o resultado foi fruto dos "financiamentos a projetos de investimentos, confirmando a capacidade do BNDES de conciliar a redução de suas taxas de juros com resultados financeiros consistentes".

O patrimônio líquido do sistema BNDES somou R$ 60,331 bilhões ao fim de setembro de 2013, ante R$ 55,172 bilhões em 30 de junho. Com isso, o patrimônio de referência (PR) correspondente do banco de fomento ficou em R$ 102,868 bilhões, superior aos R$ 96,021 bilhões registrados ao término do segundo trimestre.

O índice de adequação de capital (Índice de Basileia) registrado pelo BNDES foi de 17,7% no período, acima dos 11% exigidos pelo Banco Central e dos 15,8% registrados no balanço de junho de 2013. O BNDES informou que o crescimento do patrimônio de referência "deve-se, principalmente, à recuperação do valor de mercado das participações societárias da BNDESPar, cuja contrapartida ocorre em conta de Patrimônio Líquido".

Os ativos totais do Sistema BNDES somaram R$ 745,2 bilhões em 30 de setembro de 2013, apresentando crescimento de 2,2% em relação a 30 de junho de 2013. O saldo da carteira de crédito e repasse, líquido de provisão para risco de crédito, atingiu R$ 537,7 bilhões no mesmo período, dos quais 79,4% correspondiam a créditos de longo prazo.

A inadimplência do Sistema BNDES ficou em 0,02% em 30 de setembro de 2013. Segundo o banco, ela "permanece a mais baixa do setor financeiro brasileiro" e foi a menor obtida nos últimos cinco anos no BNDES, "apesar das incertezas nos mercados financeiros e de capitais". A média do Sistema Financeiro Nacional foi de 3,3% em setembro, segundo dados do Banco Central.

O lucro acumulado no ano até setembro está nos R$ 4,9 bilhões. O valor representa alta de 3,5% em relação ao mesmo período de 2012. Na época, o lucro foi de R$ 4,722 bilhões.

Segundo o comunicado, o resultado foi fruto dos "financiamentos a projetos de investimentos, confirmando a capacidade do BNDES de conciliar a redução de suas taxas de juros com resultados financeiros consistentes".

Renda fixa. O BNDES obteve lucro de R$ 7,428 bilhões entre janeiro e setembro de 2013 no segmento de Renda Fixa, área que engloba os financiamentos aprovados pelo banco. O valor representa alta de 8,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com o comunicado do banco de fomento, o segmento contribuiu com 74,3% do resultado total por segmentos. O resultado por segmentos - valor alcançado antes do desconto das despesas - totalizou R$ 10,003 bilhões nos nove primeiros meses deste ano.

Despesas operacionais. Os resultados acumulados de 2013, entre janeiro e setembro, indicam que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou R$ 5,118 bilhões em despesas operacionais. O valor representa alta de 22% em relação ao mesmo período de 2012.

O banco classifica as despesas operacionais como administrativas, de pessoal e tributos sobre o lucro. Segundo o comunicado, no mesmo período de 2012, o montante era de R$ 4,171 milhões. "O acréscimo está impactado pelo aumento do lucro tributável", explica o BNDES, na nota.

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