BNDES terá banco de estoque em infra-estrutura

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse hoje que o governo deve anunciar em breve a criação de um banco de estoque de projetos na área de infra-estrutura. Segundo ele, o valor e o mecanismo da idéia, que já é chamada pelo presidente Lula como "banco de projetos", estão em fase avançada e dependem apenas de aprovação nas instâncias do governo."Não posso ainda anunciar os detalhes. Mas eu posso dizer que num prazo muito breve nós teremos um mecanismo de apoio ao desenvolvimento dos projetos. Não estamos falando de financiamento, mas de concepção, do estudo de demanda, da engenharia básica, e depois da engenharia executiva dos projetos", explicou Coutinho, após participar do seminário "Desafios e Perspectivas da Infra-Estrutura de São Paulo", realizado pela Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), na capital paulista.Segundo Coutinho, o fundo criará projetos de grande escala que, pela sua importância e risco, terão que ser desenvolvidos pelo setor público. "Isso não significa, ao contrário, que o setor privado não possa e não deva desenvolver projetos, especialmente nos setores onde a participação privada na concessão ou no investimento seja evidentemente viável", ressaltou."Naqueles projetos mais arriscados, o setor público tem o dever de desenvolver os projetos. Mas vamos fazer as duas coisas: vamos colaborar com o setor privado e estimulá-lo a continuar desenvolvendo projetos. Precisamos acelerar a produção, concepção e desenvolvimento de projetos. Essa é a razão da criação desse fundo, que foi originalmente também uma idéia e sugestão da Abdib", acrescentou.Segundo cálculos dos BNDES, cada projeto custa em média entre 3 a 5% do valor total de um investimento. A idéia de Coutinho é que o fundo seja auto-sustentável: parte dos recursos desembolsados pelas empresas que vencerem a concorrência para a construção das obras serão devolvidos ao fundo, no valor correspondente ao dinheiro gasto para a elaboração do projeto."Vamos dar privilégio e apoio ao desenvolvimento das engenharias, especialmente das engenharias de projetistas. Vamos precisar muito de bons projetistas para que tenhamos os projetos", reconheceu Coutinho

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