BNDES vai apressar liberação de financiamento, diz Mantega

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guido Mantega, garantiu que pretende reduzir pela metade o tempo de análise de financiamentos para empresas que já têm cadastros tradicionais no banco. "Nós estamos criando uma linha de crédito para aqueles clientes que já têm vários projetos no banco, diminuindo o tempo de liberação ao menos pela metade", adiantou Mantega, em entrevista ao programa Conjuntura Econômica, da "TV Cultura". "Vamos reduzir a liberação para dois ou três meses, o que poderia demorar seis ou sete meses. Vamos agilizar essas operações de clientes que têm uma situação de crédito muito privilegiada."Guido Mantega admitiu que a carga tributária atingiu um nível elevado, que já provoca "incômodos" ao setor produtivo. Porém, segundo ele, isso não seria responsabilidade do atual governo. "De 1995 até 2002, a carga tributária cresceu cerca de dez pontos porcentuais em relação ao PIB e, de fato, ela começa a incomodar certos setores produtivos", ponderou o presidente do BNDES. Ele disse que o governo está se mexendo para aliviar o bolso do contribuinte, com a redução do PIS, Cofins e Imposto de Renda de alguns setores. "O governo já está na direção correta, mas ainda pode fazer mais coisas para reduzir o custo do capital. A empresa brasileira tem que competir em pé de igualdade, ou até com superioridade, com as empresas do exterior."O presidente do BNDES voltou a falar sobre a questão do financiamento do banco para a ampliação do metrô paulistano. Sem citar diretamente o governo paulista, Mantega disse que o BNDES é obrigado a observar o limite fiscal do setor público. "O setor privado não tem nenhum limite, mas quando vem um governo de Estado ou uma prefeitura, tem os limites que foram estabelecidos na Lei de Responsabilidade Fiscal", lembrou. "O governo anterior é que criou essa legislação e esses limites, então nós temos que cumprir", salientou Mantega. E arrematou: "Eu não posso financiar qualquer projeto, tenho que olhar o impacto fiscal que isso tem."

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