BNDES vai financiar até 50% no leilão da Cesp

No meio de um turbilhão de más notícias, uma nova medida poderá salvar o leilão da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), marcado para quarta-feira. O incentivo virá do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, que deverá anunciar segunda-feira uma oferta de crédito para os vencedores da disputa. O empréstimo deverá cobrir entre 30% e 50% o valor da companhia, cujo preço mínimo está em R$ 6 bilhões.O financiamento foi decidido na quinta-feira, durante reunião entre o governador José Serra (PSDB), o ministro Guido Mantega e Luciano Coutinho. Mas, caso a medida não surta o efeito desejado, que é atrair os investidores, apesar das as incertezas em relação à renovação dos contratos de concessão das hidrelétricas de Ilha Solteira e Jupiá, que vencem em 2015, o governador já tem um plano B para a geradora.A idéia inicial é vender as ações que o governo tem e que estão fora do bloco de controle da Cesp. Esses papéis seriam vendidos aos investidores em ofertas públicas, pelo valor de mercado. Com isso, o governo estima conseguir entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões. Além disso, a venda não teria tanta resistência por parte dos investidores, já que estão dentro das cotações de mercado e elas teriam direito ao chamado tag along - em caso de venda do controle da empresa, os investidores teriam o direito de revender suas ações pelo mesmo valor do acionista controlador. O bloco de controle seria vendido mais tarde, quando houvesse uma definição sobre a renovação do contrato de concessão das usinas.Segundo informações, Serra não vai desmarcar o leilão de quarta-feira, apesar da péssima sinalização dada pelo ministro de Minas e Energia, Edson Lobão. Na quinta-feira, ele afirmou ao Estado que não se compromete com a renovação da concessão da hidrelétrica de Três Irmãos, que vencerá em 2011, permitida por lei. Ele frisou ainda que não vai tomar a iniciativa de mudar as regras para prorrogar, mais uma vez, o contrato de Jupiá e Ilha Solteira. E emendou: ?Estou advertindo que essas usinas futuras voltarão ao domínio da União e, aí, serão leiloadas novamente.? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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