BNDES/Kupfer: indústria está presa ao corte de gastos

O economista do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) David Kupfer disse na tarde desta segunda-feira, 26, em São Paulo, que a indústria brasileira está presa na "armadilha do baixo custo, do corte de gastos". Essa tendência, no longo prazo, leva a indústria a retroceder no seu papel. "Eu não vejo no curto prazo a indústria se libertando dessa armadilha do baixo custo", previu Kupfer. Para ele, o movimento para crescer é o contrário - é necessário investir.

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agencia Estado

26 de maio de 2014 | 15h25

"Nosso interesse é a indústria. Mas não é uma indústria qualquer. É uma indústria que venha gerar ''servirtização'' no Brasil", disse, se referindo à necessidade de o setor industrial gerar serviços. A indústria brasileira, de acordo com Kupfer, tem deixado que serviços que ela poderia fazer, especialmente os que agregam tecnologia, sejam realizados fora. "Nós não temos o sistema de trocas azeitado por acordos e políticas comerciais que confere competitividade aos países asiáticos", avaliou o economista do BNDES. Para ele, o Brasil precisa criar uma indústria capaz de gerar mais empregos e salários.

"Quando olho o sistema, vejo que, se não formos capazes de criar projetos e serviços que estão fora da atividade industrial, não vamos ganhar mercado", observa o economista do BNDES, para quem a indústria, para alcançar estes objetivos, precisa investir em vez de cortar gastos, e modernizar-se.

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