BNP Paribas melhora projeção para PIB de 2009 para -0,2%

Instituição diz que modificação foi realizada porque o PIB do 2º trimestre veio mais elevado que o esperado

Flavio Leonel, da Agência Estado,

11 de setembro de 2009 | 11h44

O BNP Paribas revisou nesta sexta-feira, 11, a projeção para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2009, de uma queda de 0,9% para uma variação negativa menos expressiva, de 0,2%. Em entrevista à Agência Estado, o estrategista-chefe da instituição, Alexandre Lintz, disse que a modificação foi realizada basicamente porque o crescimento do PIB do segundo trimestre, de 1,9% ante o primeiro trimestre do ano, veio um pouco mais elevado que o esperado pelo BNP, que trabalhava com a projeção de expansão de 1,5%.

 

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"O que veio mais forte que esperávamos no período foi a demanda externa, com as exportações crescendo 14,1% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre", justificou Lintz. "Houve um volume muito grande de exportações de bens básicos para a China, principalmente de soja e de minério de ferro", complementou.

 

Para o estrategista do BNP Paribas, a mesma surpresa com a demanda externa não deve acontecer no terceiro trimestre deste ano, quando o volume exportado, segundo os números que ele vem acompanhando, tendem a ser menos expressivos. Com isso, Lintz acredita que a demanda interna, com dados melhores do varejo e uma recuperação da produção industrial, deve segurar o PIB em um nível próximo, porém menor que o do segundo trimestre.

 

O BNP Paribas continua trabalhando com uma expectativa de crescimento de 1,3% a 1,5% para o PIB do período entre julho e setembro ante o segundo trimestre de 2009. Para a comparação com o terceiro trimestre de 2008, Lintz disse que acredita na manutenção de uma recuperação gradual, com uma queda de 0,9% ante o declínio de 1,2% que foi observado entre o segundo trimestre deste ano e o mesmo período do ano passado.

 

Quanto ao quarto trimestre, o estrategista-chefe informou que aguarda expansão em ambos os tipos de comparação, mas que a previsão de crescimento ante o quarto trimestre de 2008, de 3,1%, é mais significativa que a do confronto com o terceiro trimestre de 2009, de +0,8%. "Esperamos desaceleração na margem porque acreditamos que vão acabar os benefícios fiscais, como a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)", explicou, avaliando que isso tende a influenciar, por exemplo, o resultado das vendas de automóveis no País.

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