Boas notícias da maior economia do mundo

Os consumidores norte-americanos estão mais otimistas. Mas em relação ao futuro, já que o quadro deprimido do mercado de trabalho impediu que a percepção deles quanto à situação atual melhorasse. O levantamento do grupo privado Conference Board mostrou que o índice de confiança dos consumidores norte-americanos melhorou do nível revisado de 77 em julho para 81,3 em agosto. Inicialmente, a instituição havia divulgado que o índice de confiança em julho tinha ficado em 76,6. A melhora em agosto foi mais forte do que a esperada por analistas - que previam nível de 80, mas foi impulsionada pelas perspectivas futuras. O subcomponente que reflete as perspectivas subiu de 86,3 para 94,4 em agosto. A percepção dos consumidores sobre a situação atual, no entanto, caiu de 63 para 61,6. Vendas no varejoO Redbook Research informou que detectou um aumento de 1% nas vendas nacionais do varejo nos Estados Unidos na terceira semana de agosto, na comparação com igual período de julho. O crescimento superou a meta de 0,5% fixada pelo Redbook. Ante a mesma semana de 2002, as vendas cresceram 3,5%, em bases ajustadas sazonalmente, e de 4,1%, sem os ajustes. A equipe responsável pelo levantamento avaliou que o crescimento das vendas para a maioria dos varejista seguiu acima das expectativas na terceira semana, foi a melhor do mês. O desempenho mais forte foi verificado na lojas de descontos. Encomendas de bens duráveis As encomendas de bens duráveis aumentaram pelo segundo mês consecutivo em julho, nos Estados Unidos, e superaram as expectativas dos analistas. As encomendas de bens duráveis - itens com duração prevista de três ou mais anos - cresceram 1%, para US$ 173,98 bilhões, acima da alta de 0,9% esperada pelo mercado, mas inferior ao aumento robusto de 2,6% observado em junho. Os economistas, no entanto, sempre ressaltam que esse é um dado extremamente volátil e um referencial fraco sobre a direção da economia local. Foram registrados aumentos de encomendas na maioria das categorias analisadas, com exceção de itens relacionados às áreas de aviação e defesa. As encomendas de itens de transportes caíram 0,8% no mês, após um aumento de 5,1% em junho, afetadas pelo encolhimento de 11,7% das encomendas de aparelhagem aérea. A demanda por carros e autopeças subiu 5,5% em julho. Excluindo os itens relacionados a transportes, as encomendas teriam subido 1,7%. As encomendas de bens de capital caíram 0,5%, reagindo ao declínio de pedidos associados a defesa. As encomendas de bens de capital, excluindo itens de defesa, subiranm 1,2%. Vendas de imóveis novosAs vendas de imóveis residenciais novos nos Estados Unidos recuaram em julho, sugerindo um esfriamento do setor imobiliário, que tem sido um dos pilares atuais da economia daquele país. O Departamento do Comércio informou que as vendas caíram 2,9%, para uma média anualizada de 1,165 milhão de unidades, em julho, após terem atingido o nível recorde de 1,20 milhão de unidades em junho, de acordo com dados revisados. Os números revisados de junho indicaram um salto de 8,3% naquele mês, ante a estimativa anterior que havia apontado aumento de 4,7%, para a média anualizada de 1,16 milhão de unidades. O levantamento de julho confirmou o nível de vendas previsto por Wall Street, mas a variação porcentual indicou uma queda superior. O consenso de 21 economistas consultados pela Dow Jones Newswires-CNBC era de queda de 0,9%, para a média anualizada de 1,15 milhão de unidades. Aas informações são da Dow Jones.

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