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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Boatos sobre crise política influenciam mercados

A crise na base governista continuou em pauta no mercado financeiro. Nesta quinta-feira não faltaram boatos sobre o desenrolar do conflito entre o PSDB e o PFL. Segundo apurou a editora Márcia Pinheiro, os investidores estão preocupados com o conteúdo de duas importantes revistas semanais, que trariam escândalos envolvendo os candidatos à Presidência do PSDB e do PFL.A invasão do escritório da empresa Lunus - de propriedade da governadora do Maranhão e pré-candidata à Presidência Roseana Sarney - pela Polícia Federal foi o motivo do conflito entre os partidos da base governista. Roseana Sarney acusa o governo federal de ter incentivado a invasão com o objetivo de enfraquecer a sua candidatura e dar força ao candidato do governo, José Serra.A crise fez com que o processo eleitoral ganhasse peso maior no humor dos investidores a partir de agora. Segundo o diretor do West LB Banco Europeu, André Reis, esta influência pode ficar ainda maior depois da divulgação das primeiras pesquisas de intenção de voto em que já estiverem computados os efeitos deste conflito.O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,3730 na ponta de venda dos negócios, em alta de 0,21% em relação aos últimos negócios de ontem. As cotações oscilaram entre a máxima de R$ 2,3810 e a mínima de R$ 2,3570. No mercado de juros, as taxas permaneceram praticamente estáveis. Os contratos de DI futuro com vencimento em outubro, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagavam juros de 18,280% ao ano - estáveis em relação ao fechamento de ontem. Os contratos de swap (troca) de títulos prefixados por pós-fixados com período de um ano pagavam juros de 18,29% ao ano, frente a 18,33% ao ano ontem.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,82%. O volume de negócios ficou em R$ 671,394 milhões. No ano, a Bolsa ainda acumula uma alta de 1,09%. Entre as ações do Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bovespa -, as maiores altas foram as preferenciais (PN, sem direito a voto) da Globo Cabo (2,99%), Tele Nordeste Celular PN (2,50%), Embratel Participações PN (2,34%), Brasil Telecom Participações PN (2,23%) e as ordinárias (ON, com direito a voto) da Companhia Siderúrgica Nacional (1,97%).Além do aspecto político, os investidores também estão preocupados com os efeitos da crise entre o PSDB e o PFL na aprovação de medidas importantes. Hoje, a declaração do líder do PFL na Câmara, Inocência Oliveira, de que o partido ainda vai reavaliar a posição de aprovar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até dezembro de 2004, não agradou os mercados. Esta emenda, que traz também a isenção da CPMF para a Bolsa, será votada na próxima semana. Mercados internacionaisEm Nova York, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,46%. Com o resultado de hoje, o Dow Jones acumula uma alta de 4,09% no ano. A Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - encerrou os negócios com queda de 0,46%. Desde o início deste mês, a alta da bolsa eletrônica é de 8,67%.Na Argentina, o índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em queda de 1,45%. Segundo apurou a correspondente Marina Guimarães, a cotação de venda do dólar fechou hoje em 2,25 pesos, na média. É a cotação mais alta desde 27 de fevereiro passado. O dólar, no entanto, chegou a ser vendido a até 2,40 pesos em algumas casas de câmbio e bancos. Na ponta de compra, a cotação do dólar fechou, na média, em 2,15 pesos. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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