BOE pode dar mais estímulos para economia, diz Fisher

O diretor executivo do Banco da Inglaterra (BoE) para mercados, Paul Fisher, disse que o banco central pode precisar adotar mais medidas de estímulo para sustentar a economia britânica. "Eu ainda acho que talvez seja necessário fazer mais", afirmou em uma entrevista ao jornal Sunday Times.

AE, Agencia Estado

27 de novembro de 2011 | 13h51

O Comitê de Política Monetária do BOE votou em 6 de outubro para aumentar o programa de compra de ativos de 200 bilhões para 275 bilhões de libras, uma vez que as perspectivas para a economia britânica pioraram. "Eu votei por 75 bilhões de libras porque pensei que era a menor quantia que eu estava absolutamente seguro de que precisaríamos", afirmou Fisher, de acordo com a publicação. Ele acrescentou que o banco central estava comprando ativos a uma taxa que o mercado pode fornecer.

O ministro de Finanças, George Osborne, anunciará na terça-feira novos planos destinados a impulsionar a economia britânica, que tem enfrentado medidas de austeridade e fraca demanda por exportações, especialmente na zona do euro.

Fisher disse ser vital que o governo prossiga com os esforços para eliminar um persistente déficit orçamentário. "É importante... que sejamos vistos como tendo controle sobre nossa posição fiscal doméstica." Ele afirmou ainda que não está claro como a crise financeira na zona do euro terminará. Parlamentares europeus trabalham para impedir que as preocupações sobre a sustentabilidade da dívida de alguns países enfraqueçam a unidade monetária e os bancos da região.

"Algo acontecerá", disse ele ao jornal. "A questão é se isso acontecerá de um modo mais ou menos desordenado." As informações são da Dow Jones.

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