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Boeing diz que não quer participação na Varig

A Boeing, uma das principais credoras da Varig, não pretende converter parte da dívida em participação na companhia aérea. A afirmação é do vice-presidente de Vendas para a América Latina e Caribe da Boeing, John Wojick. Ele disse que a fabricante de aeronaves acompanha o processo de reestruturação da empresa e está disposta a negociar as dívidas, mas não tem intenção de investir na companhia áerea. "Não há planos para adquirir participação", disse o executivo. Ele não revelou o montante da dívida, dizendo apenas que "são milhões de dólares". Além de principal compradora dos aviões Boeing na América Latina, a Varig tem com a companhia norte-americana negócios na área de peças, reposição e manutenção. Rumores sobre a possibilidade de a Boeing injetar dinheiro na Varig começaram em dezembro, quando a companhia aérea anunciou um acordo de lease-back com a Boeing para diminuir seu endividamento. Isso permitiu a devolução de seis aeronaves, num total de US$ 370 milhões, que tiveram impacto na balança comercial brasileira. OtimismoWojick afirmou que este foi o último acordo negociado entre as duas. Diplomático, ele se mostrou confiante de que a companhia aérea vai finalizar "com sucesso" o seu plano de reestruturação financeira até dezembro. O executivo aproveitou para elogiar a decisão da Varig de unificar as operações das marcas Varig, Rio Sul e Nordeste. "Isso garantiu uma importante redução de custos."O futuro da Varig, a principal companhia aérea sul-americana, deverá ser fundamental para as vendas da Boeing na América do Sul. Ciente disso, Wojick só se refere à companhia aérea como "parceira". "Os atentados de 11 de setembro deixaram uma lição. Temos que trabalhar como parceiros, já que temos um destino em comum", declarou durante entrevista em São Paulo. A Varig está atrás de um sócio e prossegue a negociação de suas dívidas, avaliadas em US$ 900 milhões, com os credores Banco do Brasil, Unibanco, GE Capital, BR Distribuidora (Petrobras) e Infraero, entre outros. Toda a negociação está sendo acompanhada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). TAMEmbora permaneça de olho na Varig, a Boeing confirmou que mantém negociações com a segunda maior companhia do País, a TAM. Wojick quer vender Boeings 717 para substituir os antigos Fokker 100 da empresa. "Estamos em negociação, mas a TAM está vendo as opções dos concorrentes e deverá tormar uma decisão dentro de seis meses", disse. A TAM é tradicional cliente de uma das principais concorrentes da Boeing, a européia Airbus. A Embraer também negocia com a TAM a venda de aeronaves brasileiras para substituir o avião da marca holandesa, que registrou uma série de pequenos acidentes e desgastou a imagem da companhia aérea em 2002.

Agencia Estado,

19 de novembro de 2002 | 16h32

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