Ruth Fremson/The New York Times
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Boeing diz que retomará produção de 737 Max no primeiro semestre

Empresa anunciou a interrupção da produção em dezembro; na época, esperava-se que a suspensão dos voos da aeronave duraria até meados deste ano – prazo que continua mantido

Reuters, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2020 | 04h00

O presidente da Boeing, Dave Calhoun, afirmou na quarta, 22, que a fabricante de aviões espera retomar a produção do 737 Max meses antes do esperado retorno dos voos da aeronave, em meados do ano. Ele afirmou ainda que companhia não planeja suspender ou reduzir pagamento de dividendos.

A Boeing anunciou em dezembro a interrupção de produção do avião. Na época, esperava-se que a suspensão dos voos da aeronave, após duas quedas que mataram 346 pessoas, duraria até meados deste ano – prazo que continua mantido.

Calhoun disse que a Boeing não está considerando descontinuar o Max e que o avião continua a fazer parte dos planos de longo prazo da empresa. Ele também disse que a Boeing não vai lançar uma campanha de marketing para recuperar clientes para o modelo.

Ele também revelou que a Boeing está começando do zero um novo avião de médio porte, mas não ficou claro se a empresa o design atual será abandonado. Na terça-feira, 21, a Boeing reiterou que espera que autoridades de aviação liberem o 737 MAX para voar no meio do ano. Calhoun disse que não considera como “problema sério” recentes questões levantadas sobre fiação e software do avião.

Calhoun disse que a Boeing não está planejando cortar ou suspender dividendos porque a empresa tem “capacidade financeira e capacidade para fazer as coisas que precisamos fazer”. O executivo comentou ainda que “vai manter o posicionamento a menos que algo mude dramaticamente”.

Ele evitou comentar data específica para o retorno da produção do 737 Max, mas disse que a Boeing vai fazer mudanças na linha de montagem para torná-la mais eficiente.

Calhoun foi diretor na Boeing por uma década antes de assumir a presidência neste mês. O conselho de administração da companhia demitiu Dennis Muilenburg em dezembro, em meio às crescentes críticas contra a Boeing por parte de reguladores, políticos e clientes.

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