Boeing pede que aéreas inspecionem aparelhos da Honeywell

Mais de 1,2 mil aeronaves estão equipadas com os dispositivos, que são alvo de investigação após incêndio com Boeing 787

O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2013 | 02h10

A Boeing emitiu um comunicado pedindo que as companhias aéreas inspecionem aviões em todo o mundo para reunir dados sobre as luzes de emergência da Honeywell International que estão sob escrutínio após um incêndio em um 787 Dreamliner estacionado há duas semanas.

Até 1,2 mil aeronaves de seus modelos menores a maiores foram equipados com os dispositivos, mas a Boeing está pedindo que as companhias aéreas inspecionem o maior número possível de aviões e forneçam as informações em dez dias para ajudar os reguladores a decidir se qualquer ação será tomada.

"A Boeing está pedindo que as empresas que operam os modelos 717, 737 Next-Generation, 747-400, 767 e 777 inspecionem os aviões com os equipamentos da Honeywell", disse um porta-voz da Boeing em um comunicado enviado por e-mail na noite de domingo. "A finalidade das inspeções é coletar dados para apoiar a potencial decisão dos órgãos reguladores."

O movimento é a mais recente resposta ao fogo que causou sérios danos a um 787 Dreamliner da Ethiopian Airlines no aeroporto Heathrow, em Londres, no dia 12 de julho.

Ontem, a All Nippon Airways (ANA) cancelou um voo que partia da cidade de Okayama, a oeste de Tóquio, depois que uma mensagem apareceu no sistema de informações do Boeing 787 da companhia avisando que aeronave estava com um problema.

O possível defeito ficou conhecido logo depois que a aeronave pousou no aeroporto de Okayama, após um voo que vinha de Tóquio - para onde o avião voltaria se não tivesse apresentado problemas. Na semana passada, a ANA afirmou ter encontrados "pequenos danos" em balizas de emergência de dois de seus Boeing 787.

Comando. Na última sexta-feira, a Boeing informou a troca de cinco executivos em sua divisão de aeronaves comerciais, incluindo Mike Sinnett. Bob Whittington, hoje engenheiro chefe do modelo 777 da Boeing, assumirá o cargo de engenheiro-chefe do projeto para o 787. / REUTERS

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