Justin Lane / EFE
Justin Lane / EFE

Boeing vai deixar de ser maior fabricante de aviões

A Boeing entregou 239 aviões, enquanto a Airbus colocou 389 unidades no mercado no primeiro semestre, 28% a mais do que um ano antes

Reuters

11 de julho de 2019 | 04h00

A Boeing está prestes a perder o título de maior fabricante de aviões do mundo, depois de entregar 37% menos aeronaves no primeiro semestre por causa de problemas em seus jatos MAX.

A Boeing entregou 239 aviões, enquanto a Airbus colocou 389 unidades no mercado no período, 28% a mais do que um ano antes. Os números indicam que as entregas anuais da Boeing devem ficar atrás da rival europeia pela primeira vez em oito anos.

As entregas das aeronaves MAX foram interrompidas em março, após um acidente da Ethiopian Airlines matar 157 pessoas. De lá para cá, a Boeing não registrou nenhum novo pedido para o modelo.

Um novo problema identificado nos jatos MAX no mês passado atrasou a volta da aeronave ao mercado até pelo menos o fim de setembro, aumentando os custos da Boeing. Para lidar com a manutenção das aeronaves em solo, a Boeing reduziu a produção de 52 para 42 jatos MAX por mês. Por isso, a fabricante teve de provisionar US$ 1 bilhão no primeiro trimestre.

Vários analistas reduziram estimativas de 2019 para o MAX, e muitos não esperam que sejam entregues antes de dezembro.

Já a American Airlines anunciou que terá seu lucro no trimestre reduzido em US$ 185 milhões, depois de cancelar 7,8 mil voos por causa dos jatos da Boeing. A companhia, que já retirou o MAX de sua programação de voos até setembro, cortou sua previsão de lucro anual, colocando a culpa na suspensão da aeronave.

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