Gary He/EFE - 21/7/2020
Gary He/EFE - 21/7/2020

entrevista

E-Investidor: "Juro baixo tira o dinheiro dos rentistas e leva para as empresas", diz CEO da Valora

Boeing vai demitir 6,7 mil funcionários nos EUA esta semana

Fabricante de aviões americana, que pretende cortar 10% de sua força de trabalho este ano, acredita que o pior da crise causa pela pandemia já passou

André Marinho, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2020 | 15h00

O presidente da Boeing, Dave Calhoun, informou nesta quarta-feira, 27, que a empresa vai demitir 6,7 mil funcionários nos Estados Unidos esta semana, em meio à crise provocada pelo coronavírus. 

A gigante da aviação americana já havia concluído um programa de demissão voluntária, anunciado no mês passado, com adesão de 5.520 funcionários dos EUA, mas agora terá de dispensar parte da força de trabalho compulsoriamente.

"O impacto devastador da pandemia de covid-19 no setor de transporte aéreo significa um corte profundo no número de jatos e serviços comerciais de que nossos clientes precisarão nos próximos anos, o que, por sua vez, significa menos empregos em nossas linhas de produção e escritórios", disse o executivo , em carta enviada trabalhadores. A empresa anunciou em abril que cortaria 10% de sua força de trabalho de 160 mil pessoas em todo o mundo este ano. 

Segundo Calhoun, há indícios de que o momento mais crítico da crise foi superado, com alguns clientes reportando que o ritmo de reservas de passagens já tem sido maior que o de cancelamentos pela primeira vez desde o início da pandemia.

Ele acredita que alguns segmentos da companhia, notadamente o de defesa, continuará contratando para honrar os compromissos com o mercado. 

E afirmou que a fabricante segue com os planos de retomar a produção do modelo 737 Max em Renton, no Estado americano de Washington, embora não tenha indicado uma data. O jato está envolvido em dois acidentes fatais.

"Mas esses sinais de eventual recuperação não significam que as crises de saúde e de economia terminaram. Nossa indústria voltará, mas levará alguns anos para retornar ao que era apenas dois meses atrás", ponderou. / COM REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.