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BofA alerta para novo rebaixamento dos EUA

Os Estados Unidos vão provavelmente perder a classificação triplo A de outra importante agência de classificação de risco até o fim do ano, por causa da preocupação com o déficit do país. A previsão é do Bank of America Merrill Lynch.

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2011 | 03h05

O estopim para isso seria a provável recusa do Congresso americano em aprovar um plano factível de longo prazo para reduzir o déficit público. A pesquisa do banco americano foi publicada na sexta-feira.

Um segundo rebaixamento das agências Moody's ou Fitch, se seguiria ao feito pela Standard & Poor's em agosto.

Em uma iniciativa inédita, os Estados Unidos sofreram o rebaixamento da avaliação de risco do crédito de longo prazo. A nota de risco de crédito dos EUA da agência Standard & Poor's passou de AAA - a avaliação mantida nos últimos 70 anos e a mais elevada do ranking - para AA+.

A medida foi tomada três dias depois da sanção da lei que evitou a suspensão de pagamentos pelo governo americano que esboçou o plano de ajuste de US$ 2,1 trilhões nas contas públicas federais para os próximos dez anos.

O Tesouro americano argumentou com a agência ter havido falha de US$ 2 trilhões nos cálculos sobre as projeções das contas públicas do país.

Golpe. De acordo com a Merrill Lynch, um segundo rebaixamento dos Estados Unidos será um golpe adicional para a já problemática economia americana. "As agências de risco apontaram com ênfase que novas quedas na classificação poderiam vir se o Congresso americano não apresentasse um plano factível de longo prazo" para reduzir o déficit, indicou o relatório do economista da Merrill Lynch, Ethan Harris.

"Assim, esperamos pelo menos um rebaixamento de classificação no fim de novembro ou início de dezembro", acrescentou.

A comissão do Congresso formada para tratar do déficit precisa superar o impasse e chegar a um acordo até 23 de novembro. Sem um acordo, haverá um corte automático de gastos de US$ 1,2 trilhão, a partir de 2013.

Esses cortes serão mais um peso sobre a já frágil economia dos Estados Unidos, segundo a Merrill Lynch. No mesmo relatório, o banco reduziu as previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos para 1,8% em 2012 e 1,4% em 2013./ REUTERS

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